Uma história atemporal é um dos requisitos mais lembrados dentre as razões que tornam um livro um clássico. “Admirável mundo novo”, do inglês Aldous Huxley, vai além. Escrito em 1932, a história é uma das principais referências quando o assunto é ficção cientifica, rótulo bem estipulado para os padrões da época. Acontece que, com o passar do tempo, o livro se tornou (e se torna) cada vez mais atual.
A história mostra uma sociedade onde as pessoas são produzidas em série, com características em comum e divididas em castas. Cada uma serve para algum tipo de trabalho especifico e os modos de vida são semelhantes. A história é ambientada em uma Inglaterra do futuro, onde Deus é banido e passa se chamar Ford, clara alusão aos donos de empresas e detentores da grana que comandam a sociedade.
Nas castas mais baixas, os livros são objetos proibidos e autores ocultados, para que as pessoas não questionem a teoria de que nada que é velho pode ser melhor do que as coisas novas. Por interesse das autoridades, a privacidade do individuo é banida e os sentimentos suprimidos pela “soma”, uma espécie de droga, que pode ser comparada ao álcool ou calmantes.
Talvez uma das partes mais emblemáticas do livro seja quando o administrador da sociedade explique o porquê as pessoas são feitas com repudio as flores: não poderiam gostar de alguma coisa com a qual não se pode ganhar dinheiro, pois os campos e jardins são gratuitos.
O ponto alto da história acontece quando um “selvagem” é integrado à sociedade. Vindo de Malpaís, lugar sem atrativos financeiros – portanto desprezado pelos ingleses – ele começa questionar de vida das pessoas vivem e a reivindicar seus direitos, funcionado como uma espécie de filósofo em uma sociedade que não pensa.
O que em 1932 foi escrito como uma obra de ficção cientifica hoje pode muito bem ser considerada uma abordagem de como pode ser o futuro (ou até mesmo o presente) da humanidade.
*Resenha resgatada do meu antigo blog
Me parece ficção demais.
Esse é um bom livro. Tem um filme chamado A Ilha que até lembra esse livro. eu quero a soma!
hauheauiheau