Por Alberto Nannini
Tudo depende da perspectiva[1]. Olhar algo de diferentes planos muda totalmente a percepção. Na verdade, vai ainda muito mais longe: nossos sentidos não são infalíveis (vide ilusões de ótica[2] e afins), e nosso cérebro pode não processar – e via de regra não processa – uma mesma informação, vista duas vezes, da mesma maneira, já que estamos sujeitos a influências externas e à nossa própria “evolução”, por assim dizer: com um segundo de diferença, já não somos os mesmos. Como se não bastasse, o simples fato de se observar algo já o modifica, segundo a Física Quântica.
Daí que nossa noção de realidade é muito mais precária do que supomos.
Ouça esta conversa animada numa fábrica:
- O mundo não tem forma definida!
- Imagina, claro que tem! Tem forma circular!
- Vocês dois não sabem nada! O nosso planeta é muito maior do que vocês imaginam! O que a nossa fábrica produz segue para os confins do planeta, pelos milhares de km de rios!
- Ih, disfarça, olha o chefe chegando!
Nada de tão extraordinário, certo? A não ser que os operários fossem suas células hepáticas, da “fábrica” de seu fígado, “vigiados” por enzimas. Logo, elas falavam de você.
Consequentemente, sob esta perspectiva, você é um planeta [3].
Se admitíssemos que nossas células conversadeiras ali tivessem esse nível de consciência, será que compreenderiam o que formam juntas, isto é, que a somatória de todas elas mais seus respectivos desempenhos e funções, perfeitamente sincronizados, mais todo o meio físico em que vivem (seu corpo), formam você, e as minhas, formam a mim, e respectivamente todas as outras pessoas e seres? Não, não entenderiam. E não só não entenderiam, como qualquer célula que tivesse uma conversa estranha sobre “formamos um todo”, ou “em nossos núcleos[4], somos todas iguais”, “uma mesma linha[5] nos une”, seria ou vista como excêntrica, ou seria até eliminada, por desvio de função. E como posso afirmar que elas não compreenderiam o todo do qual fazem parte? …Bom, eu não entendo o Todo do qual faço parte. Sem contar que nós, como espécie, fomos especialmente cruéis com alguns visionários (crucificados, lapidados, queimados…)[6] que diziam algo não muito diferente do que diriam estas tais células subversivas. E olha que digo isso sendo só mais um pensando (e escrevendo) sobre este assunto, apoiado no ombro de gigantes muito melhor capacitados, que pensavam nisso desde… desde quando existimos como esta cruel espécie, praticamente.
Pensar no que consistiria este tal “Todo” é “apenas” o berço de toda a ciência, de toda a filosofia e de todo o progresso que fizemos.
Vejamos: da mesma forma que o personagem A. Quadrado da “Planolândia”¹, depois de uma jornada quase de herói, onde foi apresentado a um mundo “menos complexo” para entender o mundo “mais complexo”, intuiu que deveria haver mais do que aquilo que podia ser visto… O que poderíamos intuir, do ponto de vista macro, se pensármos que, do ponto de vista micro, seríamos, metaforicamente, considerados como planetas?
Aqui as coisas começam a ficar bem interessantes. Expandindo a analogia de sermos planetas para nossas células, e se fossêmos células para nosso planeta? A Terra, conosco e toda a biodiversidade como componentes, poderia ser também um ente vivo? Parece loucura, mas é uma teoria séria, que resume, bem a grosso modo, a Hipótese Gaia[7].
É uma questão de escala: ante a embabascante e incompreensível vastidão do Universo, o que é um pálido ponto azul no espaço? Ou mesmo nosso Sol, uma estrela entre bilhões e bilhões, de grandeza apenas mediana?
Os números nos entontecem, e entender o mundo macro parece muita pretensão. Daí o recurso de se fazer essas analogias, e de usar perspectivas e proporções.
Proporcionalmente, somos um “planeta” para nossas células, ao mesmo tempo que, invertendo totalmente a perspectiva, a própria Terra é só uma minúscula célula no universo! E ainda, se para algum organismo unicelular que viva alguns segundos, nossos 80 anos de labuta, em média, são quase a eternidade, perto dos 10 bilhões de anos que vivem uma estrela, nossa vida é ainda mais ínfima, uma fração de fração de segundo, uma fagulha que se apaga praticamente ao mesmo tempo em que se acendeu.
Mas o mais lindo, absurdo e fascinante disso tudo é justamente o que há em comum em todos estes exemplos: nós, e as células, e os planetas e as estrelas, e quiçá o mundo, temos uma “arquitetura” muito semelhante. Somos mundos dentro de mundos. Como Matrioshkas[8].
Mundos dentro de mundos. Nada mais verdadeiro. O micro espelha o macro, vertiginosamente. A relação inevitável aqui é com os fractais. Talvez conheça o Conjunto de Mandelbrot[9], belíssimo. Trata-se de um construto matemático, onde, por mais que se vá recortando a figura inicial, que é muito mais complexa do que aparenta à 1ª vista, os recortes resultam em algo muito semelhante ou até absolutamente idênticos ao original! Mesmo reduzida sucessivamente, revela mais e mais detalhes, e ainda espelha a “matriz”. Não se parece isso conosco, ou com a vida como a conhecemos? Mesmo reduzida a algo aparentemente insignificante (recordemos que insignificância é só uma questão de escala), ainda é Vida, pulsando contra todas as chances.
Então, um planeta, um mundo, e mesmo a própria Divindade. Isto és Tu. Você contém em si todo o mistério e toda a maravilha do mundo, perambulando faceiro(a) por aí, nas suas tantas dezenas[10] de quilogramas de água, carbono e outros elementos básicos.
Concluindo, como no caso acima da descrição que fiz de você, é bastante fácil provar que há muitas situações nas quais o todo resulta maior do que a simples reunião de suas partes, da culinária ao futebol[11]. E a nossa somatória? Todas as nossas vidas, nossas lutas, nossa história, o que formam juntas?
Formam uma tapeçaria intrincadíssima, da qual nós somos os fios, entrelaçados caóticamente no avesso dela. Nos enrolamos uns com os outros, numa “costura” aparentemente aleatória, e damos origem a outros fios, até o dia em que “acaba” (noss)o fio[12]. Não fazemos ideia de qual “figura” esta tapeçaria forma, nem se há um Tecelão ou se é obra do acaso, ops!, Acaso. Inclusive, mesmo nessa metáfora, se fôssemos fios, mesmo o mais fino deles é composto de uma série de fios menores emaranhados, e as próprias moléculas que os compõem se enovelam em cadeias também. Recortes auto-semelhantes.
O que, finalmente, leva à conclusão que, já que mesmo as menores partes costumam espelhar o todo, uma forma de intuir o que formamos no macro, de qual é a figura (e o propósito) da tal “tapeçaria”, é ver o que formamos no micro, no aqui e agora. Não apenas somar as partes, mas “exponenciar”, e transcender. Não apenas o físico e material e toda a vaidade[13] derivada deles, mas o imaterial, aquilo que mesmo as mais inteligentes e sensíveis células de um todo, quando as há, tem extrema dificuldade de apre(e)nder.
Se existe dor, intriga, o mal e a morte, existe também a alegria, a paz, o amor e a vida, a (re)nascer. E costumamos preferir os primeiros aos últimos, de forma que podemos deduzir que participamos de algo incomensurável e lindo, mas que não sabemos bem o que seja.
Como nós mesmos.
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Para saber mais, indico:
Intuições fractais, da revista Piauí;
Incríveis Passatempos Matemáticos, Ian Stewart, Ed. Zahar, e
Almanaque das Curiosidades Matemáticas, idem (estes dois de novo!).
Planolândia, Edwin Abott Abott, Ed. Conrad (e este também!)
Bilhões e Bilhões, Carl Sagan, Cia de Bolso.
Pálido Ponto Azul, idem, Cia das Letras (esse é bem difícil de achar…)
O Dom Supremo, Henry Drummond (adaptação de Paulo Coelho), Ed. Rocco (este por causa da última citação, a seguir…)
Para terminar, uma citação, cuja interpretação, após lido tudo isso, poderia pender para uma tal que não se escore apenas numa determinada religião ou doutrina, mas que revele uma verdade profunda:
“Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei (o Todo), como também sou conhecido.”
I Coríntios 13, 12
Somos Todos Um.
[2] http://www.ilusoes.com.br ; Vale a visita!
[3] Esta analogia pode ir bastante longe: temos trilhões de células (“seres vivos”), que vivem em diversas partes do corpo (“habitats”), com muitas especialidades (“espécies”), reguladas por um mecanismo compensatório (“cadeia alimentar”)… E por aí vai.
[4] Eucariontes; caso fossem mesmo trabalhadores como conhecemos, teriam um sindicato e discriminariam as procariontes, a não ser que conviesse uma aliança política. Aí, como resultado, talvez até fizéssemos a fotossíntese.
[5] [ou uma mesma fita de dupla hélice...]
[6] Esta citação é menção a um dos capítulos finais do “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José SARAMAGO, onde Jesus, em conversa com o diabo, ouve ele dizer o que acontecerá a alguns dos santos e mártires que o seguirão. Leitura forte, duma temática sensacional, que bem pode ser meu próximo tema…
[7] Veja http://www.terrabrasil.org.br/noticias/materias/pnt_gaya.htm [O que leva a outra correlação: quando nossas células se multiplicam desordenadamente e atuam de forma desarmônica, temos um câncer, que consome tudo á sua volta, e possivelmente nos matará. E o que fazemos nós hoje, ou o que somos hoje, para nosso planeta Terra?]
[8] Lembra? São aquelas bonecas russas que vão se escondendo uma dentro da outra. Falei que você era uma Matrioshka Planetária, não falei?
[9] http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-50/obituario/intuicoes-fractais; não deixe de dar uma “googlada” em ‘“Conjunto de Mandelbrot” – Imagens’, há umas de cair o queixo!
[10] Centenas de kg, no caso de alguns ex-jogadores de futebol fenomenais.
[11] O exemplo mais famoso da culinária é “não é apenas se juntando farinha, manteiga, açucar, ovos e fermento que se tem um bolo”, pois é necessário um complexo processo, que envolve misturar, assar e ter uma tia para fazer tudo isso. No futebol, não é se juntando 11 jogadores que se tem necessariamente um time. Alguém, por favor, avise o técnico do meu…
[12] Aí, literalmente, é o fim da linha.
[13] “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!” É o mote do livro do “Eclesiastes”, da Bíblia; é uma leitura interessantíssima, curta e impressionante, que pode ser lida tranquilamente como literatura, sem fins religiosos.
Betão,
Tirando alguma ou outra parte um tanto cansativa deste inspirado texto puramente filosófico, acho que a conclusão, para mim, é uma só. Quando em nada obtivermos respostas, dentro do nosso micro ou infinito universo, é lá que estará Deus.
Bjs,
Andréia
Oi, Dé!
Agora lendo, eu vejo q poderia ter pego mais leve com os exemplos e ilustrações, mas está aí… rsrs
Sua resposta é um resumo mto bem feito da direção que procurei com este post! Perfeita!
Bjão!
Beto, eu concordo com a Andréia quanto ao texto ter ficado “puxado” com tantas referências e considerações. Entretanto, tenho o mal (ou seria bem???) de gostar mais daqueles textos densos e complexos… ainda mais quando tratam de um assunto tão atrativo quanto este.
Curioso é que ontem mesmo eu lia sobre a morte do Mandelbrot e, claro, sobre os fractais (acho que é impossível dissociar a imagem dos dois, não?) e o melhor de tudo é que essa é apenas uma das tantas formas que existem de “explicar” o mundo – ainda que estejamos tão longe disso quanto a vida é fascinante.
Abraço
Pois é, Gugu, o mérito e o demérito deste texto é de ter sido escrito como EU gostaria de ler… E meu gosto, como o seu, não é lá muito convencional… rsrsrs
Ainda ando pirando com a minha “fase” matemática, e ter descoberto o Conjunto de Mandelbrot me deu várias ideias e várias correlações para tentar perceber qual é a “figura” q este grande quebra-cabeças forma.
Como vc disse, estamos longe, é fato, mas procurar esta explicação, ainda q seja uma totalmente pessoal, é das melhores coisas da vida!
Abração!
Beto, parabéns! Mais um texto fascinante e envolvente, com sua linguagem tão clara e didática! Orgulho de ter sido sua colega de classe um dia…Bjs e sucesso, Lu
Oi, Lu!
Obrigado pela “audiência” qualificada e pela fidelidade! Três postagens, três comentários!
Como comentei acima, escrevi do jeito q gosto de ler, com muitas referências e correlações, mas quero acreditar q com um pouco de esforço está pelo menos inteligível! rsrs
Bjão, Lú, e muito, muito obrigado pelo seu apoio, muito importante para mim, meesmo! ;>)
O texto ficou um pouco pesado, realmente, mas acho que isso está longe de ser um problema.
Quanto ao tema proposto, a ideia de, na essência, tudo ser igual, se repetir, ganha ainda mais força se pensarmos que o tempo é infinito, entretanto, a massa do universo não. Portanto, essa mesma massa – ao longo de toda a eternidade – precisa se reinventar para que tudo exista.
Papo pra bar!rs
Abç
Pois é, Rô, também acho, mas poderia ser pior, imagine se isso fosse há alguns tantos anos atrás e eu tivesse acabado de sair de uma palestra de um Sagan, ou de um Campbell, ou mesmo do Gaarder, q bem q tentamos na Bienal? Acho q eu viajaria mais ainda, e o texto teria toneladas! rsrs
Qto ao q vc disse, fico pensando muito se a matéria não pode “surgir” de um outro plano, e se não se comunica com ele(s), o que é, a grosso modo, o q preconiza a teorias das “branas” e das supercordas (quer dizer, é a grosso modo o q entendi delas, o q é muito diferente! rsrs)
Por isso q a Física e a Filosofia são fascinantes, fazer alguns progressos (pode) depende(r) exatamente da sua capacidade de abstração e de “viajar”.
Papo para bar, ou melhor, para churras com Gambirra’s! Hahaha!
Abração!
Kkkkkkk ,não vou falar que gostei muito do texto mas que foi meio pesado foi amigão , add tudo e foi the best fdp , abraço do cabeça !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hahaha, outro com fidelidade 100%! Obrigado, Cabeçudo! Ficou mesmo pesado, mas é q todas as ideias do texto se ligam, e é um papo fascinante, como o q tivemos sobre religião voltando do sítio do Finão, há alguns anos!
Um dia, discutiremos isso!
Abração, e te vejo amanhã no fut, hein!
Brother… realmente o texto ficou tão pesado quanto alguns jogadores fenomenais como citou…rss
Mas concordo com a essência… somos como formigas em um grande formigueiro sem muita visão de que o mundo é bem maior do que ele…
Abraço e continue escrevendo!
Fala, Rapá!
É verdade, mas pense por este lado: no mundo de hj, td já vem processado, mastigado, semi-digerido: as revistas, com o pretexto de te informar, veiculam abertamente os preconceitos de seus editores (veja, há muito exemplos nesta época…); os programas idiotizam (mais) seus telespectadores, e o acesso a quase toda informação ao mesmo tempo resulta em informação “zero”. Então, um texto “pesado” (sem entrar no mérito da correção ou da pertinência) pode ser como um bife para alguem q só anda tomando sopa de canudinho.
Eu particularmente gosto, nem q seja pra discordar,e, de mais a mais, pelos 30 anos de amizade (!!!), vale o esforço, vai! HAHAHA
Abração, Rapá! Qdo quiser voltar a jogar, estaremos lá às 5ªs esperando!
Olá Beto!
Demais! Me fez pensar que faz bastante tempo que o homem, ou uma parcela da espécie, se conscientizou de que há MUITO a ser descoberto e entendido sobre a vida, e se coça para o fazer. Algumas das idéias que nos fascinam hoje vieram do século XIX, o que dá a impressão de um progresso muito lento, ainda mais se levarmos em conta que este “bastante tempo” não passa de um piscar de olhos no contexto do universo.
Tomara que em algum ponto de nossas existências, possamos viver plenamente todo o potencial de nossas capacidades e tomar conhecimento do que realmente nos cerca.
Enfim, gostei bastante do seu post. Não imaginava que tratasse de assuntos tão interessantes aqui.
Sobre o “peso” do texto, não vejo problema e até acredito que você correria o risco de ser leviano se tratasse deste assunto de forma mais “leve e legível”.
Recomendo, caso não tenha visto, o documentário “Quem Somos Nós: Quantum Edition”. Nele tem uma versão bem bacaninha animada da Planolândia e introdução a estes conceitos quântico-existenciais. rs
Abraço!
Fala, Cesão!
Bacana ler vc por aqui!
Concordo em gênero, número e grau! Aliás, um dos fatores que me levaram a escrever este post é justamente a noção de que nossa história como espécie é algo super recente, e alguns dos principais progressos científicos tem apenas 3 ou 4 gerações, é um piscar de olhos mesmo!
Qto ao “peso”, grato pelo apoio! rsrs Eu tb acho extremamente difícil abordar algo desta importância tentando não dizer platitudes e tb se preocupando com a fluência e encadeamento! Some-se a isso o fato de eu simplesmente não ser uma pessoa descomplicada (rsrs), e se tem q o post saiu quase leve! rsrs
Assisti este filme no cinema, há mtos anos, e adorei a abordagem! Esta nova versão eu não vi, fiquei curioso!
Abração, e vê se aparece lá de quinta!
Lindo,
Mais um texto para uma profunda reflexão…,já conversamos bastante sobre ele.Quando você diz:
” nós, e as células, e os planetas e as estrelas, e quiçá o mundo, temos uma “arquitetura” muito semelhante. Somos mundos dentro de mundos. Como Matrioshkas”,discordo um pouco por achar que não somos tão iguais como as Matrioshkas ,mas também não consigo substituir por algo que exemplifique tão bem o que você quis dizer,para a idéia de mundos dentro de mundos está perfeito.
Esse texto ficou bem maluquinho como vc,rsrsrssr
Beijos amor!!!!
Oi, Linda!
Pois é, mais um mérito seu, não é fácil me ouvir falar de ideias embrionárias, até q elas amadureçam e fiquem minimamente inteligíveis, coitado de quem(você!) tem q me ouvir neste processo!
Vc tem razão qto à ilustração q utilizei, mas este é um dos óbices de se utiliza-las, se não forem lidas e entendidas exatamente como o escritor intencionou. De modo geral, embora a correspondência pare por aí, ela se prestou ao q eu quis ilustrar, como vc disse!
De qq forma, é ótimo q o texto a tenha feito pensar e procurar outra ilustração, sempre q procuramos substituir algo num texto é pq o entendemos e ainda o queremos tornar mais claro!
E, se vc me acha maluquinho, precisa conhecer minha namorada…. hahaha
Bjs, Amor!
[...] sua coluna, o Beto falou de Planolândia e visitantes de uma quinta dimensão, perspectiva, resenhou o Muito longe de casa, de Ishmael Beah, racionalizou sobre Deus e relacionou Literatura [...]