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Posts Tagged ‘Cosac Naify’

Por Rodrigo Casarin

Anotações-de-um-voyeurO que é literatura? Apesar das inúmeras pesquisas acerca desta simples pergunta, é difícil, se não impossível, acharmos uma resposta decisiva, totalmente convincente. Contudo, algumas possibilidades, ainda que vagas, baseadas em subjetividades (a arte sempre se baseia em subjetividades), parecem já agradar bastante. Em uma simplificação absurda de toda a discussão, não erraríamos se disséssemos que literatura é a arte feita por meio de palavras, palavras que buscam algo mais. Pouco adianta, no entanto; apenas cairíamos em outra discussão. Também não temos uma resposta definitiva para “o que é arte?”. Ainda bem. Caso tivéssemos, talvez a arte deixasse de existir.

Contudo, precisamos de algo para este texto. Então, usando essa premissa simplista de que literatura é a arte feita com o bom manejo das palavras, essa arte pode acontecer de diversas formas e em tamanhos completamente distintos. A meu ver, um livro pode servir de ótimo modelo para os extremos: a totalidade de Anna Kariênina, do magistral russo Liev Tolstói, é sem dúvida uma das maiores obras literárias de todos os tempos. Caso o leitor deseje ler toda a saga, se optar pela edição brasileira traduzida por Rubens Figueiredo e lançada pela Cosac Naify, terá pela frente oitocentas páginas a percorrer. Entretanto, se a obra-prima contribui muito para que Tolstói seja o que é hoje, talvez apenas a primeira frase do tijolo já justificasse todo o trabalho do escritor: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Forte, taxativa, impositiva, essa primeira frase já condensa em si aquilo que entendemos por literatura. Ou seja, a literatura está nas oitocentas páginas da obra de Tolstoi, e também está apenas em sua primeira frase.

Disso, partimos para outro ponto, um tanto óbvio: uma obra literária de qualidade é composta por frases de qualidade. Para se chegar a um texto que mereça ser chamado de arte, o escritor precisa criar um corpo de frases ao menos aceitáveis, que servem de base para momentos mais brilhantes, raros porém essenciais. São frases que, mesmo isoladas, também podemos considerar literatura. Peguemos a Bíblia, por exemplo, um dos escritos mais importantes de todos os tempos. Ela pode ser lida em sua totalidade e de forma linear, mas não perde o brilho se lermos apenas fragmentos, apenas um versículo. A qualidade está ali, a cada pequeno trecho.

Pílulas literárias

Essa condensação da literatura virou até se não um gênero, um estilo próprio: o miniconto. Um dos meus preferidos é “Uma história radicalmente condensada da vida pós-industrial”, de David Foster Wallace, presente em Breves entrevistas com homens hediondos, cujo longo título faz contraponto à brevidade do texto:

Quando foram apresentados, ele fez uma piada, esperando ser apreciado. Ela riu extremamente forte, esperando ser apreciada. Depois, cada um voltou para casa sozinho em seu carro, olhando direto para frente, com a mesma contração no rosto.

O homem que apresentou os dois não gostava muito de nenhum deles, embora agisse como se gostasse, ansioso como estava para conservar boas relações a todo momento. Nunca se sabe, afinal, não é mesmo não é mesmo não é mesmo.

O legal de tratarmos de obras assim é que podemos colocá-las integralmente em nossos textos sem que comam todos os toques que temos disponíveis. E isso fica ainda mais fácil de ser feito nas condensações da condensação: o microconto, como o famosíssimo “Vende-se: sapatos de bebê, sem uso”, de Ernest Hemingway. Excelência em poucos caracteres.

Indo ainda mais além e já saindo das páginas dos livros, chego à música. Passei a adolescência discutindo se algumas letras poderiam ou não ser consideradas poesia. Ainda que ouvisse falar de versos alexandrinos, escanção, de ABAB ou ABBA, sequer sabia o que era poesia, achava que era algo que precisasse rimar — mas ainda assim discutia. Como os outros também não sabiam o que era poesia, não raro eu vencia o debate. Tempos depois, já com outra cabeça, percebi que havia sim algo de literatura em meio a letras de música. Um exemplo que me chama bastante atenção vem de “Tendo a lua”, escrita por Herbert Vianna. O trecho “O Sol de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu” condensa muitas coisas em pouquíssimas palavras. A figura de Ícaro, sonhadora, utópica, contrasta sobremaneira com a de Galileu, um frio cientista. É o Sol sendo mirado dialeticamente pelo olhar da razão e da emoção.

Falo tudo isso para finalmente chegar ao livro que é o alvo desta resenha: Anotações de um voyeur, do misterioso Krauh Offman. A obra é composta por aproximadamente 180 pílulas literárias, textos em miniatura que não passam de quatro ou cinco pequenas linhas e raramente extrapolam os 140 toques no teclado (caberiam em um tweet). São temas diversos, tratados na maior parte das vezes de maneira bastante precisa e criativa, ainda que um ou outro apenas confabule sobre platitudes.

Anotações de um voyeur não é uma obra para ser lida em uma tacada, na seqüência. É sim um livro para estar sempre à mão, para ser aberto e curtido de maneira aleatória, a postos para um momento de desafogo, para uma prazerosa leitura de cinco segundos. Seu formato acolhedor e o cuidado gráfico inclusive convidam a isso.

Disse muito sobre a condensação da literatura exatamente para justificar a relevância literária desta obra. Não que o livro tenha potencial para se tornar um clássico, longe disso — aliás, aparentemente, sequer é essa a pretensão do autor —, mas ali há bons momentos, em que realmente a palavra é transformada em arte.

Texto publicado originalmente na edição 165 do jornal literário Rascunho.

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Por Alberto Nannini

0219-meninos-da-rua-pauloPara minha incrível sorte, o órgão público onde trabalho, além de contar com uma ótima biblioteca, fez uma iniciativa baseada no bookcrossing – aquele sistema em que você, após ler um livro, o deixa em determinado lugar para que outra pessoa o leia, e depois faça o mesmo. Batizamos o projeto de “Roda dos Livros”, e após coletar e organizar livros doados, os disponibilizamos em duas estantes, em locais diferentes. Foram mais de trezentas doações, e adivinhe quem ficou responsável pela triagem e organização delas?

Desta forma, literalmente centenas de livros foram etiquetados por mim, para ficarem disponíveis no projeto. Pude selecionar alguns em primeira mão, que, depois de lidos, voltarão às estantes. Dentre todas as doações, separei alguns que já li e provavelmente virarão resenhas. A primeira – esta – é do livro Os meninos da rua Paulo.

Clássico desconhecido

Creio ter ouvido falar dele em algum momento, sem dar maior atenção. Mas não sabia que se tratava de uma obra de 1907, escrita por um autor húngaro, Ferenc Molnár, traduzido para diversas línguas. Que se tornou um “clássico da juventude” mundial, e que sua primeira edição em português data de 1952, pela coleção Saraiva, e é um item de colecionador. A Cosac Naify contratou o mesmo tradutor, Paulo Rónai, e fez uma edição caprichada, em 2005, com prefácio dele e posfácio de Nelson Ascher (dica: não os leia antes da obra, eles contêm spoilers).

Não sabia também que a história do livro ganhou diversas adaptações para o cinema, a primeira em 1929, e que o renomado diretor Fritz Lang lançou a sua em 1934. Nem que o Ira!, banda que gosto muito, homenageou a obra em um de seus discos mais aclamados.

E não sabia que estava perdendo uma história forte e atemporal sobre honra, superação e amizade, capaz de criar identidade em qualquer lugar em que for lida.

A sociedade do betume

Um grupo de garotos de Budapeste estudam juntos, e depois das aulas se encontram num terreno baldio, que eles chamam de grund. No terreno contíguo, existe uma serralheria, e as pilhas de toras são suas bases, como pequenos “fortes apaches”. Eles jogam péla, espécie de jogo de bola da época, mantém uma sociedade semi-secreta – a “Sociedade do Betume” (que é a massa utilizada por vidraceiros para fixarem as janelas e afins) e se organizam como militares, com patentes e distinções, e registro de suas reuniões em livros-ata.

De acordo com os costumes daqueles tempos, os uniformes escolares se assemelham a pequenos ternos, com bermudas ou calças dentro de botas, completados por chapéus. Fora algumas citações, como de bondes e destas vestimentas, mal se nota a época em que se passa a aventura, por conta da minuciosa construção dos personagens e da vívida descrição dos acontecimentos. Aliás, o tradutor acredita que a história é autobiográfica, e que o autor, Ferenc (equivalente à Francisco, em húngaro), participou do grupo, já que as vezes eles se inclui na ação, utilizando a primeira pessoa do plural em algumas ações: “nós fazíamos…”, “nosso grund” etc.

Sim, é bem verdade que meninas praticamente não aparecem na obra, exceto pela irmã ou mãe de um ou outro. Mas já que a obra é mais do que centenária, e alude à guerra e exércitos, a ausência do feminino também é um retrato do período, onde a exclusão delas era regra, e onde benesses modernas, como carros, antibióticos e eletrodomésticos, só existiam em ficção científica.

Mas voltando ao enredo, a tensão é que existe um outro grupo de garotos, que não tem seu próprio grund para brincar, e que, por isso, pretendem tomar o uso do terreno da rua Paulo de seus “donos”. É o prenúncio de uma guerra.

Guerra dos meninos

O general inimigo, Chico Áts (pronuncia-se atch – a tradução lida, muito esmerada, traz até a pronúncia correta dos nomes em notas de rodapé), roubou a bandeira do grupo da rua Paulo de dentro de seu forte. É um ato de guerra. Os preparativos para a batalha vão excitando os garotos. Suas patentes militares serão utilizadas, e seu general, o nobre Boka, vai orientá-los como farão para defender seu terreno. Mas há muitos outros graduados, como capitães, tenentes e alferes, e apenas dois soldados rasos: o cachorro do vigia da serralheria, e Nemecsek (pronuncia-se nêmetchek), um garoto loirinho, o mais mirradinho de todos, mas com um grande coração.

Como único soldado, deve obedecer todas as ordens dos superiores. Sua coragem será posta a prova, assim como as características que vamos entrevendo nos outros garotos, e também nos garotos do grupo inimigo.

A guerra é combinada entre os generais, para só valerem alguns tipos de lutas e munições, e o respeito mútuo é sempre destacado. Não são propriamente inimigos, mas partes conflitantes que disputam o mesmo bem – o uso de um terreno baldio.

A batalha vai chegar, os garotos mostrarão de que são feitos. Traição e tragédia se avizinham, e suas vidas mudarão para sempre.

Muitas ruas Paulo

A identidade já mencionada que a história cria me trouxe muitas lembranças. As brincadeiras de criança, como a “Bandeira Branca”, que você deve conhecer. Minha versão consistia em dividir um terreno qualquer em dois, e deixar no final dele sua bandeira (que podia ser qualquer coisa; uma garrafa, um chinelo), protegê-la e tentar capturar a do adversário. Mas o detalhe é que qualquer um do outro time que fosse tocado fora de seu território, estava capturado, e só poderia ser salvo por um colega que se arriscasse ser pego também. Então, era necessário criar estratégias, distrações, ataques em massa, para conseguir a bandeira inimiga e ganhar o jogo.

Mas mais que as brincadeiras, com a leitura do livro me veio a lembrança da minha rua Paulo. O prédio onde nasci e cresci tinha apenas uma garagem; já o prédio vizinho, tinha um playground completo e uma quadra de futebol, que era meu sonho e de todos os garotos da minha turma. Então, invadíamos constantemente o prédio vizinho, até sermos expulsos pelo zelador ou por algum adulto. Declarávamos guerra aos meninos de lá, e brigas aconteciam.

Secretamente, invejávamos o que eles tinham – espaço para brincar e jogar bola, enquanto nós brincávamos na nossa garagem e éramos expulsos dela também pelo zelador, o sr. Jovino. Por falta de espaço, íamos para rua – e aí, acho que eles nos invejavam, já que alguns não podiam passar do portão sem pedir para a mãe primeiro.

Os garotos do meu prédio foram se mudando um a um, até que eu, o mais novo, fui crescendo e herdei o posto de capitão dos remanescentes. O garoto mais forte do prédio vizinho chamava-se Tonico, e eu já era muito amigo do irmão dele, Paulo, magrinho, dois anos mais novo, e muito atrevido – não arregava de brigas com meninos maiores, e era muito bocudo.

Mas os hormônios começavam a despertar outros instintos. Algumas garotas do prédio vizinho povoavam meus sonhos e dos outros garotos do meu grupo, e achamos por bem fazer uma aliança com os meninos do outro lado.

Poderia contar muito mais sobre esta minha história, mas temo acabar enfadando você, leitor, se já não o fiz. Apenas completo dizendo que, passados trinta anos destas lembranças, a amizade minha e do Paulo permanece, e por causa dela, outros seis homens completam um grupo de amigos – os oito irmãos – que fazem ainda tudo o que podem para estarem juntos, apesar da correria do dia a dia, filhos e compromissos. Tonico, o “general inimigo”, virou um fidelíssimo amigo, parceiro de trabalho, com quem divido muitas histórias. Alexandre, um amigo ainda mais antigo, desde molequinhos mesmo, com outro tanto de histórias vividas, permanece também. Estes e meus outros irmãos me ensinaram uma ou duas coisas sobre amizade verdadeira.

Sobre o que trata a amizadeamiguinhos abraçados

Os meninos da rua Paulo aprendem sobre amizade e sobre mudanças. Sobre como nós somos aquilo que fazemos e acreditamos. Meus amigos me ensinaram que uma amizade de verdade reúne mesmo todas aquelas pequenas coisas que recebemos em e-mails e mensagens sobre o assunto, do tipo “seu amigo de verdade te ajuda a levantar e blablabla”. Mas, além disso, aprendi que você saberá como é seu amigo se um dia já brigou feio com ele, de ficar sem se falar. Talvez esta regra valha mais para mim, por conta do meu gênio (um pouco difícil, reconheço…), mas o fato é que, se você brigar com um amigo, a reconciliação vai mostrar a ambos o que estão dispostos a fazer um pelo outro. Sobre perdoar, tolerar.

Outra coisa valiosíssima que aprendi é que um amigo de verdade descobre o que esperar do outro, e não exige muito além daquilo. Meus amigos aprenderam que podem contar com meus ouvidos e com o muito que falo (e escrevo!…), e não esperam nada muito diferente de mim. E tanto eu como eles demonstramos absoluto interesse nas vidas uns dos outros. Quando estou com um amigo, não me canso de ouvi-lo, sobre suas coisas, suas alegrias ou tristezas. A família dele é como se fosse a minha, e suas conquistas eu sinto como se fossem minhas também, e me deixam legitimamente feliz. Sobre ser cúmplices.

Do que ela é feita?

O francês Michel de Montaigne, inventor do gênero textual “ensaio”, escreveu um de seus mais famosos, “Sobre a amizade”, baseado na relação que manteve com o também filósofo La Boétie. A descrevia como “tão inteira e tão perfeita que com certeza não se poder ler sobre nenhuma igual e, hoje em dia, não há traço algum de sua ocorrência entre os homens”. Ok, Montaigne, acreditamos, até porque esta tal sensação, a de que não há o que se assemelhe, experimentamos com todo o sentimento sublime que vivemos.

Mas a amizade em si é algo bastante comum, e hoje, há até amigos virtuais. Qual a diferença que há entre estes e os amigos verdadeiros, de alma? O francês esclareceu:

“No fim das contas, o que chamamos comumente de amigos e amizade são apenas relações e familiaridades ligadas por algumas coincidências e comodidades, pela maneira que nossas almas cuidam umas das outras. Na amizade da qual falo, elas se misturam e se confundem em uma mescla tão universal que elas apagam e não encontram mais a costura que as uniu”.

Então, há entre a amizade comum e a amizade que nasce de experiências como a dos meninos da ruas paulo espalhadas pelo mundo, ou mesmo daquelas mais tardias que florescem também, diferenças significativas. Como se fossem feitas da mesma substância, mas resultassem em produtos muito diferentes. Tal como o carbono, que cria o amizade-carvão: aquela meio frágil, que deixa rastros, boa para aquecer por alguns momentos, mas que resulta em cinzas e pó – mas que cria também aquela amizade ultra resistente, não afetada pelo tempo, quase à prova de tudo, raríssima e muito valiosa: isso, como o grafeno. Achou que era diamante? Pode ser também, há amizades que são verdadeiras jóias.

Ela é o que vai te moldar

Sabemos hoje que a formação do caráter de uma pessoa tem mais influência das amizades e das companhias do que da educação recebida. As crianças e adolescentes procuram se inserir em algum grupo, serem aceitas, ou então, ter pelo menos um amigo para fortalecer suas escolhas, se estas forem diferentes da maioria.

De minha parte, confirmo tudo o que foi dito. Minhas amizades me moldaram, em larga medida, e sempre gostei de ser conhecido pelo amigo que tento ser. Mantenho muitas amizades da melhor maneira, e as especiais, de décadas, como jóias preciosas.

Ter aprendido sobre a amizade me trouxe inclusive a oportunidade de viver hoje junto com uma antiga amiga de colégio, que foi minha paixão de infância, num relacionamento que só pôde se realizar bem mais de 20 anos depois de meu coração amador de 13 anos de idade balançar por ela, que era então inatingível.

va e oito irmaosPor extensão, isto, depois de todo este tempo, me tornou amigo do irmão mais novo dela, que tem um blog de literatura, e, ante uma série de afinidades e (bons) gostos comuns, me convidou para escrever ali. E é por conta de todos estes acontecimentos magistralmente orquestrados, que você, se chegou até aqui, está lendo isso tudo. Amizade é algo mágico, e também uma força-motriz primordial.

Logo, está mais do que provado que a rua Paulo é uma rua universal. Este livro imperdível retratou há mais de um século alguns rituais daquela época, que mudam, junto com os costumes, mas não na essência: meninos e meninas se unem, brincam, descobrem, aprendem; depois, se separam, crescem e vivem suas vidas, com saudades.

Mas, para os muitos sortudos, a turma da infância, os amigos verdadeiros, não se vão. Eles permanecem, e a amizade, fortalecida por dezenas de milhares de horas compartilhadas, e por batalhas absurdas – vencidas e perdidas – continua. E até os amores de infância se tornam reais. Juro, isso existe, e pode acontecer. E permanecer. Com mais um pouco de sorte, talvez até o final dos dias.

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O escritor Valter Hugo Mãe, tido como um dos maiores nomes da literatura portuguesa nos últimos anos, estará em um bate-papo sobre o lançamento de O filho de mil homens, que acaba de ser lançado no Brasil pela Cosac Naify  (junto com o nosso reino, pela Editora 34). A conversa será mediada por Daniel Benevides e acontecerá na Livraria da Vila da rua Fradique Coutinho (nº915), em São Paulo, a partir das 19h30.

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