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Posts Tagged ‘E. T. A. Hoffmann’

A vida está em outro lugar (edição de bolso)

Milan Kundera

Cia das Letras

Jaromil cresce na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas. Para o júbilo de sua mãe, manifesta já na infância o dom de criar rimas. O menino pouco conhecerá o pai, que é preso pela Gestapo e morre num campo de concentração. Assim, é a mãe quem vai cuidar para que seja um grande poeta.
O jovem, porém, se entusiasma com a revolução e põe sua arte a serviço da sociedade socialista. Para o desespero da mãe, ele não faz mais versos rimados. Agora redige palavras de ordem.
O poeta quer ser livre e pertencer a algo maior, e ele não está sozinho. A seu lado estão Rimbaud, Lermontov, a poesia da afirmação, da embriaguez. Mas Jaromil nunca será verdadeiramente livre, pois o universo que o gestou não lhe permitirá emancipar-se de suas amarras.

A senhorita de Scuderi 

E. T. A. Hoffmann

Record

Pela primeira vez publicada no Brasil, A senhorita de Scuderi, de E. T. A. Hoffmann, é considerada a primeira novela policial da história da literatura alemã. A obra abre a coleção Fanfarrões, libertinas e outros heróis, organizada por Marcelo Backes e destinada à publicação de clássicos da ficção mundial ainda inéditos no país. A narrativa vertiginosa criada pelo escritor germânico revela a investigação de assassinatos em série ocorridos na já glamourosa Paris, nos anos de 1680.
Admirado e louvado por alguns dos maiores escritores do século XIX, entre eles Heine, Balzac e Gautier, E. T. A. Hoffmann influenciou os franceses Victor Hugo, Baudelaire e Maupassant, os russos Puchkin, Gogol e Dostoievski, e os americanos Hawthorne e Edgar Allan Poe.

Febre do Panamá

 

Matthew Parker

Record

Iniciado em 2007, o ambicioso e bilionário projeto de expansão do Canal do Panamá – que será concluído em 2014 (ano em que completa um século de sua fundação), ampliando significativamente o comércio marítimo na região – é um dos responsáveis pela recente eleição do país como principal destino a se visitar em 2012 pelo jornal americano The New York Times. Considerado uma das mais monumentais obras de engenharia de todos os tempos, o Canal do Panamá foi a realização de um sonho iniciado 400 anos antes, quando o conquistador espanhol Núñez de Balboa descobriu um grande oceano, separado do Atlântico por uma pequena faixa de terra. A partir de 1880, e durante mais de vinte anos, milhares de homens se deixaram contaminar pela febre do progresso – além do tifo, varíola e uma variedade particularmente cruel de malária, conhecida como febre amarela. A empreitada épica, iniciada pelos franceses, foi finalizada pelos EUA em 1914. Em Febre do Panamá, Matthew Parker traz um relato minucioso sobre a concepção e construção do canal e revela os bastidores dessa tarefa hercúlea. Muito menor que o Canal de Suez, o do Panamá custou quatro vezes mais e demandou uma escavação três vezes maior. Montanhas, literalmente, tiveram que ser removidas, no que ficou conhecido como a maior arbitrariedade feita à natureza. E que marcou a ascensão dos Estados Unidos a uma posição de liderança mundial.

Diário de Oaxaca

Oliver Sacks

Cia das Letras

Conhecido por seus relatos clínicos que desvendam grandes mistérios do cérebro humano, Oliver Sacks revela uma nova faceta em seu diário de viagem para o estado de Oaxaca, no México. Durante dez dias, acompanhou um grupo de botânicos e cientistas amadores interessados em conhecer o hábitat das samambaias mais raras do mundo.
Entre descrições minuciosas da morfologia das plantas e uma ou outra digressão acerca de pássaros e tipos de solo, o texto concentra toda a sua força em desvendar um grande mistério da mente humana: a curiosidade científica. Ao observar de perto o comportamento de seus colegas de excursão, Oliver Sacks revela que a ciência, longe de ser uma seara de cálculos e experimentos, nasce do interesse genuíno e apaixonado de amadores, cuja erudição nem sempre supera a vontade de aprender e descobrir fatos novos.
Os personagens que compõem a expedição são sui generis. O grupo é composto de tipos humanos diversos: homens e mulheres, americanos e ingleses, cientistas e curiosos circulam com desenvoltura por selvas e grutas, mas protagonizam cenas de verdadeira comédia ao tentar, sem sucesso, se imiscuir no cotidiano das cidades mexicanas por onde passam. É o caso da visita coletiva feita a um alambique onde se processa o mescal, bebida alcoólica extraída do agave, uma planta nativa que também dá origem à tequila. Levemente alterados pela degustação a que se submetem no maior “interesse científico”, os expedicionários terminam sentados em uma pequena planície das redondezas, uivando para a lua e se “perguntando como será que os lobos e os outros animais se sentiram quando a lua, a sua lua, lhes foi roubada”.
Composto de uma gama variada de assuntos, Diário de Oaxaca versa ainda sobre a intimidade de Oliver Sacks, cujo mal-estar em relação aos meios oficiais e ultracompetitivos da ciência contemporânea fica evidente nas diversas passagens em que o autor externaliza sua admiração pelos amadores – classe de cientistas à qual, aliás, o livro é dedicado.

Dez mil guitarras

Catherine Clément

Cia das Letras

Um brâmane morre em Bengala, na Índia, e nasce de novo, como rinoceronte, na África. Para seu azar, sofre uma dupla reencarnação, levando para a nova vida sua antiga consciência, encerrada agora naquele animal portentoso. Quando já havia se acostumado a sua rotina de mergulhos na lama, é capturado e levado a Portugal para ser o bibelô de d. Sebastião, num reino prestes a deixar para trás seus dias de glória.
Com a alma e o corpo aprisionados, nada resta ao misto de brâmane e bada senão narrar tudo o que presencia e ouve falar, iniciando uma jornada que o levará a uma nova transformação, a outros países e a um insólito contato com a intimidade do filósofo René Descartes em seus momentos finais na corte da rainha Catarina da Suécia.
Misto de romance histórico e narrativa fantástica, o novo romance de Catherine Clément nos transporta com humor e magia aos tumultos políticos da Europa de fins do século XVI e meados do XVII.

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