Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Eduardo Galeano’

 

Rodrigo Casarin

nos rastros da utopia“Dude atuava na ala esquerda do Partido Comunista e se propôs a tirar quatro mil cópias do poema e usar alguns militantes do Partido para distribuí-las, discretamente, nas universidades, centros acadêmicos, sindicatos, organizações de classe, etc. […] O que eu jamais poderia ter imaginado é que aquela ideia luminosa do Dude e da panfletagem do meu poema ao Che, em Curitiba, em plena ditadura militar, mudariam todo o futuro da minha vida, obrigando-me a deixar o Brasil, e durante quatro anos peregrinar como um poeta errante ao longo de dezesseis países da América Latina”.

Visto em retrospectiva, era muita inocência Manoel de Andrade acreditar que um poema de grande repercussão em homenagem a Che Guevara passaria incólume pelos braços da ditadura, que procuravam sufocar com terror qualquer manifestação artística de alguma forma crítica ao regime. Contudo, vivendo na época, provavelmente essa percepção não era tão aguçada. Restou a Andrade deixar o país e perambular pelo parque de diversões dos Estados Unidos, que tomava providências para evitar que o comunismo ou o socialismo vingasse nos países latino-americanos.

Por onde passou, o poeta encontrou a solidariedade – palavra-chave da empreitada – de pessoas comuns e, principalmente, de outros ativistas de esquerda. Mais de 40 anos depois, transformou a sua forçada aventura no livro Nos rastros da utopia. Apoiou-se principalmente em cartas enviadas aos familiares durante o período, nos recortes dos jornais que guardou, num pequeno caderno de endereços, nas datas de seu antigo passaporte e em sua “extraordinária memória” para construir uma narrativa de viagem permeada por historicismo, ensaísmo político e muitas recordações afetivas.

A viagem de Andrade começa pelo próprio Brasil, quando parte rumo ao nordeste para conhecer aquela parte do país que jamais pisara e de onde traz passagens valiosas, como os encontros com vaqueiros e jangadeiros. Dá vida e complexidade a esses personagens típicos e constata realidades interessantes, como “Os nordestinos do sertão emigram para as grandes cidades da região e para o sul do país, mas os pescadores jamais deixam o litoral”. Também se mostra em campo, convivendo com essas pessoas. Animei-me, achei que esse seria o tom do livro, contudo, não é exatamente o que acontece. Ao longo da obra, a maior parte das pessoas é mais citada e rascunhada do que propriamente descrita e mostrada em movimento, com alguma representatividade mais abrangente do que a primeira impressão. Uma pena.

Pena que se estende para um outro ponto. Nos rastros da utopia é repleto de passagens e histórias excelentes, algumas até que justificariam um livro apenas para si. Para ficarmos apenas em dois exemplos, uma noite Andrade dorme dentro do parque histórico de Machu Pichu; em outra, numa cama exposta no Museu Histórico de Cusco, a mesma que Simón Bolivar teria dormido quando passou pela cidade. São momentos mágicos, sensacionais, únicos, que poderiam ter sido melhor explorados – mais detalhados, com mais sensações, emoções, divagações…

Mais derrapadas

Andrade derrapa também no cuidado com as palavras – algo ainda mais grave para um poeta -, como no seguinte trecho, : “Acostumado às grandes distâncias e a dispor de um longo tempo para tudo, seu sentido de espaço e duração é sempre relativo. Dir-se-ia que ele, tal como o jangadeiro em alto-mar, vive num tempo mágico, naquele sentido de duração do tempo que permanece, fora do tempo linear e contínuo do relógio” – as marcações são minhas. Será que era mesmo preciso repetir a palavre “tempo” quatro vezes, aparentemente sem objetivar nenhum efeito estilístico?

Outra passagem problemática: “Boa tarde, os senhores poderiam me conseguir um pouco de água? – cumprimentei-os, perguntando.” Precisava mesmo do “cumprimente-os, perguntando”, o “Boa tarde” já não evidencia o cumprimento enquanto a interrogação transforma a oração numa pergunta? – pergunto (tô brincando!). Há também excessos com detalhes que pouco agregam à história, exageros como o resumo e a resenha de uma obra literária – Huasipungo, clássico indigenista do equatoriano Jorge Icaza – e uma necessidade de se homenagear muitas pessoas – é bonita a gratidão do autor, mas não acho uma obra literária o melhor lugar para se acertar dívidas fraternas que pouco agregam à narrativa.

A mim, soa como uma falta de cuidado, mas não culpo exclusivamente Andrade. Pode até ser que isso tenha sido feito e o autor preferiu não dar ouvidos, mas o editor deveria alertá-lo dos excessos, mostrar que passagens excelentes podem passar desapercebidas numa história contada em mais de 900 páginas (muitas delas desnecessárias) e orientá-lo a transformar suas memórias e sua aventura numa narrativa sólida e coesa. Ainda caberia à editora evitar os problemas com o português, como palavras com grafia errada – em alguns casos, com erros que até mesmo o word acusaria -, pontuações equivocadas e repetição de linhas.

Em defesa dos oprimidos

Entretanto, há méritos de Andrade para se destacar.

É precioso o registro de como poetas de diversas nações se posicionavam e incomodavam os poderosos, tanto que diversos acabaram exilados (como o próprio autor), torturados ou até mesmo assassinados pelos fardados. E para mostrar como foi perseguido politicamente dentro do Brasil, Andrade não tem pudores em expor os documentos relacionados a sua pessoa. Descobre e mostra os registros que os militares faziam de seus passos – aterrorizante se deparar com um relato de todas as suas atividades –, os comunicados que os milicos trocavam entre si e que, em algum momento, citavam-no, e apresenta todo o seu processo de anistia, mostrando inclusive o quanto recebe de pensão.

Andrade também faz de Nos rastros da utopia um relato dos povos que resistiram, porém tombaram ao longo da história latino-americana após a chegada de Cristóvão Colombo, essenciais em sua caminhada. “Meus passos pela América não teriam sido tão fecundos se não tivesse encontrado os rastros libertários de Lautaro e Caupolicán, Túpac Amaru e Túpac Katari, Bartolina Sisa e Micaela Bastidas, Juana Azurduy e Manuela Sáenz, bem como, em episódios mais recentes, os exemplos memoráveis dos poetas Javier Heraud, Otto René Castillo e a luta atual e incondicional do ex-guerrilheiro Hugo Blanco em favor do indígena”, escreve.

Ao apresentar as histórias não oficiais, a história dos derrotados, não há como deixar de comparar a obra com As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano. Contudo, Andrade se perde nessas incursões ao passado. Em muitas oportunidades vai bastante longe, imerge no que aconteceu e esquece de si mesmo. Em nítidos rompimentos, praticamente abandona a sua história para contar uma outra. Ainda que alguns relatos sejam extremamento oportunos, como o massacre sofrido pelos mapuches no Chile (“o maior holocausto, na trágica história dos povos indígenas da América”), são construídos de modo didático demais, exaustivo.

Enfim, Nos rastros da utopia é mais uma obra que surge enquanto relembramos dos 50 anos da tomada do poder pelos militares no Brasil (do que li até aqui, destaco principalmente as de Bernardo Kuscinski, K., relançada, e Você vai voltar pra mim). É sim um relato oportuno, com um viés bastante interessante, mas repleto de poréns. Acredito que uma edição futura, melhor trabalhada, enxugada, possa fazer bem à obra.

Texto publicado originalmente no jornal literário Rascunho.

 

Read Full Post »

filho dos diasDurante a 5ª Cúpula das Américas, que aconteceu em abril de 2009 na capital de Trinidad e Tobago, Port of Spain, o presidente venezuelano Hugo Chávez surpreendeu o mundo ao presentear, em frente ao público e às câmeras de televisão, o presidente estadunidense Barack Obama com um exemplar de As veias abertas da América Latina, do escritor uruguaio Eduardo Galeano. O simbolismo do ato um tanto incomum entre líderes era claro: que os poderosos olhassem de outra maneira para os países mais pobres, a começar reconhecendo e refletindo sobre as atrocidades cometidas no passado — e no presente — e que, em partes, justificam a atual distribuição do dinheiro no mundo e a força política de cada país.

A Casa Branca, em seguida, declarou que dificilmente Obama leria a obra, pois o presidente tinha uma lista de prioridades de leituras ainda pendentes e ele não sabe ler em espanhol, idioma da edição presenteada. Contudo, se o regalo de Chávez não serviu para atingir diretamente o seu alvo, teve sim um efeito direto nas vendas de As veias abertas da América Latina, que, em pouco tempo, tornou-se um dos livros mais comercializados pela Amazon. Eram milhares de pessoas tendo contato (e lendo, é de se esperar) com as páginas nas quais Eduardo Galeano analisa a história da porção latina do continente americano desde o período colonial até o início da década de 1970, quando a obra foi lançada.

Forma e conteúdo

Em As veias abertas da América Latina, Galeano deixa sua posição muito clara com relação aos fatos históricos: a região foi usada, abusada, violentada, estuprada por europeus e, depois, por americanos, que vieram até aqui, levaram as riquezas e deixaram as mazelas. Proibido em países como Argentina, Brasil, Chile e o próprio Uruguai, que passavam por períodos de ditadura militar, não demorou para que o livro se tornasse um clássico entre aqueles que se consideram politicamente de esquerda.

Desde então, Galeano passou a ser analisado principalmente por sua posição política semelhante a de outros grandes da literatura, como o chileno Pablo Neruda, o colombiano Gabriel García Márquez e o brasileiro Jorge Amado, ainda que mais radical. Se alguém é simpático às suas idéias, quase que automaticamente o considera um grande escritor; se é contrário, o contrário — não é difícil achar textos de direitistas ensandecidos com o autor. Ambas as partes erram. Um grande escritor se dá pela maneira que escreve, e não pelo conteúdo do que escreve. Para a arte, pouco importa se Galeano é de esquerda ou de direita, e sim a forma de seus textos. E, nesse quesito, o escritor engrandeceu demais ao longo dos anos.

Se em As veias abertas da América Latina, sétimo livro de Galeano, o texto beira o relato histórico e jornalístico — ou seja, é algo artisticamente aquém do que esperamos da literatura —, o mesmo já não acontece na trilogia Memória do fogo, lançada entre 1982 e 1986, um de seus mais celebrados e premiados trabalhos, no qual retoma a história da América, agora como um todo. Comparando essas duas obras, já é possível perceber uma grande evolução na escrita do uruguaio. Formado em jornalismo e com grande interesse por assuntos históricos — como até quem jamais tinha ouvido falar do autor já pode ter percebido aqui —, Galeano aos poucos atingiu o melhor formato para o seu texto, não um formato específico ou já estabelecido e consagrado, mas uma mistura de conto com crônica, poesia, notícia e nota histórica, onde a base está em algum acontecimento real, porém o conteúdo sempre deixa o leitor pensativo sobre onde termina a realidade e começa a imaginação do autor.

Seguindo essa linha estilística peculiar e continuando seu trabalho de explorador do lixão da história mundial, como se autodefine, Galeano escreveu Os filhos dos dias, sua quadragésima obra, lançada no Brasil no inverno de 2012. A proposta do livro, apesar de original, faz o leitor — e os escritores, principalmente — se perguntar como ninguém nunca pensou ou realizou isso antes. Para cada dia do ano do calendário gregoriano (esse mesmo que utilizamos), uma página do livro e um texto diferente, que pode remeter ou não a algum fato que tenha ocorrido naquela data em algum ano qualquer. Simples, não?

Voltando àqueles que julgam Galeano artisticamente pelos temas de seus livros, quem não gostou do que o autor disse em seus outros títulos nem precisa perder tempo lendo Os filhos dos dias (a não ser que queira ficar espumando mais um pouco de raiva), pois na obra predominam textos contra as repressões, os abusos aos miseráveis, a exploração dos países pobres pelos ricos, o imperialismo, o descaso com a natureza, os absurdos cometidos em nome da religião e o agronegócio que altera e destrói a natureza, dentre outros temas de linha semelhante.

Contudo, não é só isso. Galeano mostra a bela relação dos havaianos com o mar e lembra Bob Marley. Como é recorrente em suas obras, também diz muito sobre futebol — e escreve sobre a final da Copa de 1950, quando o Uruguai se sagrou bicampeão mundial vencendo o Brasil em pleno Maracanã (partida que já serviu de inspiração para outros textos de sua autoria, presentes em livros como o ótimo Espelhos e o bom Futebol ao sol e à sombra). O uruguaio resgata memórias e acontecimentos de cidades como Sorocaba (no interior de São Paulo) e Resistência, no Chaco argentino, de onde traz um dos relatos mais belos do livro: a história do cachorro vira-lata Fernando, que vivia na rua, andava com músicos e acompanhava concertos. De tão querido pelos cidadãos da cidade, virou estátua (não uma, mas três). São tantas as histórias e referências das mais diversas culturas presentes em Os filhos dos dias que praticamente obriga o leitor a lê-lo com alguma boa fonte de pesquisa ao lado.

Como se pode perceber, é difícil falarmos da escrita de Galeano sem nos atentarmos — e apegarmos ou rechaçarmos — majoritariamente ao conteúdo do que ele escreve. Todavia, repito e insisto, não é essa análise que devemos fazer quando falamos de literatura. Se alguém questionar os méritos estritamente literários de As veias abertas da América Latina, serei obrigado a concordar que o livro é artisticamente fraco. Contudo, se a mesma pessoa disser que Galeano continua não sendo um bom escritor ou sendo um escritor comum, de duas, uma: ou essa pessoa parou de lê-lo em uma obra com mais de 40 anos ou há ressentimentos pelo teor dos textos. Não há como negar: hoje — e já há algum bom tempo — Eduardo Galeano é sim um grande escritor, um dos maiores ainda vivos.

Texto publicado originalmente no jornal literário Rascunho.

Read Full Post »

Os filhos dos dias

Eduardo Galeano

Você sabia…

…que o episódio de Adão e Eva mordendo a maçã não aparece na Bíblia?

…que o grego Eratóstenes mediu a cintura do mundo há dois mil e trezentos anos e errou por apenas noventa quilômetros?

…que até 2008 Nelson Mandela integrava a lista de terroristas perigosos para a segurança dos Estados Unidos?

…que até 1990 a homossexualidade era considerada uma doença mentalsegundo a Organização Mundial da Saúde?

…que ao enterro de Karl Marx compareceram onze pessoas, incluindo ocoveiro?

…que a bicicleta foi, há um século, um instrumento de liberação feminina?

…que a cada duas semanas morre um idioma?

Inspirado na sabedoria dos maias, Eduardo Galeano escreveu um livro que se situa como uma espécie de calendário histórico, onde de cada dia nasce uma nova história. Provocante, intenso e sensível como toda obra desse escritor uruguaio, Os filhos dos dias agrega 366 relatos que compõem a História, desde a Antiguidade até o presente.

Transcendendo fronteiras geográficas, o livro abraça a diversidade de povos e culturas no formato de diário coletivo: de 1º de janeiro a 31 de dezembro (sem esquecer o 29 de fevereiro, que aparece somente de quatro em quatro anos), cada dia dedica-se a contar uma história diferente. São episódios que ocorreram no México de 1585, no Brasil de 1808, na Alemanha de 1933 e em outras épocas e países. São histórias escritas com a narrativa poética e realista de Eduardo Galeano, já consagrada em livros como As veias abertas da América Latina,Espelhos e Memórias do fogo.

Porque somos feitos de átomos, mas também de histórias.

 

O espírito da prosa

Cristóvão Tezza

Um ensaio não acadêmico, em linguagem clara e direta: é assim que Cristovão Tezza, autor do consagrado O filho eterno, define seu novo livro, O espírito da prosa. Com marcantes passagens autobiográficas, Tezza investiga a sua formação de escritor e o que fazia a cabeça de sua geração, nos tumultuados e transformadores anos 60 e 70. Ele examina o impacto de certos autores na sua visão literária, o imaginário utópico daquele tempo, o peso da influência acadêmica no ideário estético dos anos pré-internet, e suas consequências na prosa brasileira. Enfrentando as variáveis existenciais que marcaram sua vida, ele mergulha no processo de criação, tentando responder a pergunta que muitos leitores e aspirantes a escritores se fazem: o que leva alguém a escrever? Um texto fundamental para quem se interessa por literatura.

 

Ritos de paz

Adam Zamiyski

Ritos de paz revela os bastidores da conferência que ditou a geografia e a política da Europa pós-napoleônica. O norte-americano Adam Zamoyski mostra como muitas das importantes resoluções do Congresso de Viena ocorreram longe dos elegantes salões palacianos. Ele vai além das drásticas mudanças ocorridas no mundo europeu do século XIX, ao sustentar que as decisões da conferência de 1815 determinaram acontecimentos como o surgimento do nacionalismo agressivo, o bolchevismo, o fascismo, as duas grandes guerras e, até mesmo, a criação da União Europeia.

 

Uma breve história da filosofia

Nigel Warburton

O termo “filósofo” origina-se das palavras gregas que significam “amor à sabedoria”. A filosofia começa justamente com questionamentos sobre como deveríamos viver, se Deus existe ou como a sociedade deveria se organizar. Essas foram as preocupações de Sócrates, que passava os dias em Atenas fazendo perguntas complicadas e desconcertando as pessoas que encontrava ao apontar como entendiam tão pouco sobre as coisas.

Uma breve história da filosofia apresenta os grandes pensadores da filosofia ocidental e explora suas principais ideias sobre o mundo e sobre a melhor maneira de viver nele. Em quarenta capítulos, Nigel Warburton, um dos mais conhecidos e mais lidos filósofos contemporâneos, propõe uma jornada pela rica história da filosofia. Partindo da tradição iniciada com Sócrates, há aproximadamente 2.500 anos, o autor traz dados interessantes sobre a vida e o pensamento de alguns dos mais instigantes filósofos como Kant, Maquiavel, Sêneca, Freud, Nietzsche, entre muitos outros. A leitura flui graças à maneira divertida que Warburton encontrou para encadear os capítulos: no final de cada texto, ele faz um link com o filósofo que vem a seguir.

De uma maneira descomplicada, é a partir dessas vidas peculiares que Warburton apresenta inquietantes perguntas éticas que até hoje são alvo da filosofia, dando espaço e inspiração para pensar, argumentar, raciocinar e perguntar. Uma breve história da filosofia apresenta a grandiosidade da busca do entendimento filosófico pela humanidade e convida todos a se juntarem à discussão.

 

Vidas investigadas – de Sócrates a Nietzsche

James Miller

Qual a relação entre a vida e a obra de um grande filósofo? Em Vidas investigadas – de Sócrates a Nietzsche, o norte-americano James Miller encara esta questão espinhosa à própria filosofia, contextualizando as ideias de 12 grandes pensadores num texto rico em detalhes e acessível a todos os públicos. Elogiado pelo The New York Times Review of Books, o livro mostra como viveram Sócrates, Platão, Diógenes, Aristóteles, Sêneca, Agostinho, Montaigne, Descartes, Rousseau, Kant, Emerson e Nietzsche e revela como o pensamento de cada um reflete suas escolhas de vida e, não raro, como as contradiz.

 

O refúgio

Valerio Massimo Manfredi

Reconhecido por suas pesquisas nas áreas de História e Arqueologia, Valerio Massimo Manfredi constrói um rico e emocionante painel de sua Itália natal no romance O refúgio. Através da saga dos Bruni – uma família de camponeses da Aldeia de Emília que cultivam valores sólidos e compartilham afetos, amores, perdas e a tradição de contar histórias ancestrais nas longas noites de inverno -, o autor perpassa boa parte dos acontecimentos que marcaram a história italiana desde o início do século XX até o pós-guerra, com uma narrativa que prima pela sensibilidade e a emoção.

Read Full Post »

A Casa do Saber irá realizar entre os dias 10 e 31 de maio o curso Futebol e Literatura. Serão quatro encontros que explorarão textos sobre futebol de nomes como Albert Camus, Carlos Drummond de Andrade, Eduardo Galeano, Luis Fernando Veríssimo, João Saldanha e João Cabral de Mello Neto. O escritor central do curso será Nelson Rodrigues

Dêem uma olhada na programação:

10/05 – A crônica esportiva como forma de arte

17/05 – Explicando o Brasil através do futebol

24/05 – O Fla X Flu do texto futebolístico: os irmãos Mario Filho e Nelson Rodrigues

31/05 – O futebol na poesia, nos roteiros de cinema e nas letras de música

Quem ministrará o curso será Marcos Caetano, cronista dos jornais O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil, das revistas Piauí, Football e O2 e comentarias da RedeTV e ESPN.

Os encontros acontecerão na Casa do Saber Unidade Jardins / Mario Ferras das 20h às 22h. O preço é de 210 reais na inscrição e mais uma parcela do mesmo valor. Para mais informações, clique aqui.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: