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Posts Tagged ‘Lançamentos’

capa_historia_O - 2.inddA história de “O”

Guido Crepax

L&PM

Em A história de “O”, do italiano Guido Crepax – baseada no livro homônimo de Pauline Réage –, a personagem título, chamada simplesmente de “O”, é levada a um castelo por seu amante René. Lá, ela é submetida a uma série de práticas de dominação, incluindo as mais criativas e bizarras fantasias de seu “senhor”. A partir daí, “O” descobre que prazer e submissão são dois lados da mesma moeda e que carrasco e vítima não passam de cúmplices em um pacto sinistro que pode satisfazer a todos. 

 

capa_perdidoemalpago1 copyPerdido e mal pago: nerds em apuros

Bob Fingerman

Gal Editora

A Vida é um drama… mas só às vezes!

Rob Hoffman não tem muitos problemas na vida. Ele trabalha como desenhista de gibis pornográficos, escreve críticas de histórias em quadrinhos e tem uma existência regada a filmes, livros e seriados de TV.

Mas as coisas começam a mudar quando Rob resolve que é hora de tornar mais sério seu relacionamento com a namorada, Sylvia Fanucci. Agora, Rob terá que procurar um novo apartamento, se preocupar com os desafios da vida a dois, enfrentar a possibilidade de uma gravidez indesejada e, ainda por cima, visitar convenções de quadrinhos frequentadas pelos tipos mais inusitados já vistos.

Pelo menos, Bob tem um grupo de amigos sempre pronto a apoiá-lo. Entre eles estão Jack, um celibatário fissurado em literatura e HQs; Max, que nunca dá sorte com as garotas; Maddie, a amiga lésbica de Sylvia; Elvis, um rotundo editor de revistas; Matt, um viciado em filmes e bonecos de Godzilla; e a namorada deste, a stripper Azure.

Perdido e Mal Pago (Minimum Wage) mistura drama, humor e referências à Cultura Pop para contar uma história humana e divertida. Criada pelo quadrinista e romancista Bob Fingerman, a série foi indicado aos prêmios Eisner e Ignatz na categoria “Melhor Graphic Novel” em 2003. Entre os destaques do primeiro volume da série no Brasil, que traz o subtítulo “Nerds em Apuros”, está uma história sobre aborto que causou polêmica à época de seu lançamento.

Extras: Capa produzida especialmente para o Brasil • Introdução do autor, exclusiva para a edição nacional • Rascunhos iniciais dos personagens • Guia de referências culturais

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Por Alberto Nannini

a outra face de deusNas livrarias, tenho o costume de procurar pelos lançamentos de escritores nacionais menos divulgados. Quando a temática me interessa, compro o livro.

Confesso que nem sempre consigo terminar a leitura. Ou porque o livro não me “prendeu” o suficiente, ou porque não é o momento de se ler aquele livro em específico. Por outro lado, li livros interessantes, de autores novos, como Nelson Magrini (Anjo – a face do mal), que me lembro de imediato, e também F.T. Farah e o seu A outra face de Deus.

Romance de estréia para o público adulto, é um livro de fôlego – mais de 500 páginas, numa trama que lembra o famoso Código Da Vinci, de Dan Brown. Basicamente, a história fala sobre a vinda do anticristo e a realização do apocalipse, e de como um padre exorcista italiano e um jornalista inglês correrão para evitá-lo. Diversas citações bíblicas são utilizadas, e também magia, demonologia, evangelhos apócrifos e outros correlatos.

Porém, ainda que haja semelhanças com o bestseller (inclusive com citações diretas dos personagens a ele), o autor traça um caminho diferente, e com isso, consegue alguns méritos e comete alguns pecados.

Dentre os tais “pecados” cometidos no livro como um todo, o mais sentido é a prolixidade – haveria bastante coisa para se enxugar, e deixar a narrativa mais ágil. Citações bíblicas literais, como o surgimento do dragão de sete cabeças e dez chifres, são um recurso até cabível pelo enredo – mas o autor repete diversas vezes que aqueles que conseguiam ver a criatura “contou sete cabeças e dez chifres”. Uma descrição mais vívida uma única vez do tal dragão (em qual cabeça estariam os chifres extras? Há simetria, não há?…) e o resgate desta descrição surtiria melhor efeito. Ou mesmo o pânico que o personagem experimentaria ao ver o monstro e descrevê-lo como algo “com um monte de cabeças e chifres” soaria bem.

Outro ponto a se melhorar: os diálogos. Não achei nenhum deles muito bem lapidado; no máximo, não comprometiam. Porém, alguns estavam bem aquém do desejado, com adjetivos e descrições fracas do estado de ânimo dos personagens.

Sobre o perfil psicológico desses, até foi delineado, embora esbarrem um pouco na caricatura. É verdade que os protagonistas tem suas ambiguidades, mas a sensação que tive ao ler o livro foi de que eram um tanto bidimensionais, planos. Em nenhum momento me pareceram “esféricos”, múltiplos e quase reais. Num livro de mais de 500 páginas, isso poderia ter sido melhor trabalhado.

Sobre os pontos positivos, destaco a fórmula encontrada para encadear as tramas que corriam paralelas, e se encontravam constantemente: capítulos bem curtos, de duas páginas, e mudança constante para outra trama. Foi um recurso interessante, que precisa ser utilizado quando há diversos personagens e algumas tramas que não se encontram (um caso magistral para exemplificar é o Cidade de Deus, de Paulo Lins), mas que é opcional no caso de um núcleo mais enxuto. Se não fosse esta escolha, acredito que a leitura teria ficado extremamente cansativa.

Outro mérito é o extenso trabalho de pesquisa que se percebe. Este livro mostra ter sido o trabalho de uma vida inteira levantando dados e informações. Todas as partes que relatam fatos históricos ou que utilizam elementos, personalidades ou fatos reais, são convincentes. A ambientação é outro ponto alto: o autor demonstra conhecer os lugares que descreve, e novamente remetendo à Dan Brown, as localidades são quase personagens da trama. Mesmo as bebidas (o autor é enófilo) e as vestimentas dos personagens seguem um padrão verossímil, embora as descrições sejam por vezes repetitivas.

Talvez o maior mérito tenha sido a coragem de publicar. Segundo verifiquei, o livro estava pronto desde 2009, mas o autor enfrentou dificuldades para encontrar uma editora que se dispusesse a apostar, até encontrar a editora Rai, que abraçou o projeto. Este tipo de livro, que reúne tanta pesquisa, acaba sendo “adiado” pelos autores, que muitas vezes esperam maior apuração de dados, ou uma melhor montagem da história, ou ainda, uma boa oportunidade de publicação, o que resulta, muitas vezes, em projetos engavetados. Mas Farah o publicou, e a obra, ainda que com algumas ressalvas, não faz feio.

Por último, não tanto sobre os méritos literários em si, mas sobre a impressão que a história me causou – eu esperava um pouco mais. Adoro a temática ligada aos evangelhos apócrifos e à dualidade Deus-diabo, e criei uma expectativa que me atrapalhou um pouco. O desfecho também me pareceu “morno”. Há uma reviravolta até interessante, enquanto uma outra de um personagem secundário me pareceu fora do tom. A conclusão me lembrou o filme Advogado do Diabo, com Al Pacino e Keanu Reeves, e deixou um ar de continuação a vista (procede: o autor disse que imagina uma trilogia, e já tem o 2º livro esboçado). De qualquer forma, li o livro em poucos dias, e espero que ele esteja fazendo sucesso, e que Farah continue publicando – se possível, sanando estas ou outras críticas, para que seu trabalho resulte em algo mais prazeroso e bem acabado.

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Abaixo de zero

Bret Easton Ellis

L&PM

Abaixo de zero é o livro de estreia de Bret Easton Ellis. Lançado em 1985, é um retrato visceral da geração perdida dos anos 80. Clay, o protagonista, de férias da faculdade, volta para a casa dos pais em Los Angeles. Juntamente com os amigos da época do colégio e uma antiga namorada, entra numa espiral de drogas, sexo e dinheiro que acentua o vazio existencial de toda essa geração. Esse destino incerto é retomado pelo autor 25 anos depois em Suítes imperiais (Rocco, 2011), no qual mostra esses mesmos personagens, já adultos, confrontando suas experiências passadas.

Com seu primeiro livro, Bret Easton Ellis que, na época do lançamento tinha praticamente a mesma idade dos personagens, chamou a atenção para a passividade e a inconsequência dessa juventude e delineou aquela que seria a temática central de sua obra: como as cicatrizes da adolescência podem ser profundas e difíceis de apagar.

Andy Warhol

Mériam Korichi

L&PM

Quando Andrew Warhola (1928-1987) chegou a Nova York em 1949, vindo da inóspita Pittsburgh, ele tinha 21 anos e uma obsessão: tornar-se célebre. O jovem descendente de imigrantes logo fabricou Andy Warhol, este personagem midiático, adulado, controverso, que tudo queria e tudo fazia acontecer. Era pintor, escultor, fotógrafo. Era ator, homem de televisão, manequim. Era produtor de banda de rock, diretor de revista. Era dramaturgo, cineasta, romancista. Criou um universo, a legendária Factory, onde circulavam livremente drogas, sexo, artistas e vagabundos. Era um verdadeiro rebelde, genial, inventivo, underground. Por trás de sua peruca prateada, seu exibicionismo, escondia-se um criador exigente e frágil, cuja vida e obra formaram um espelho desencantado e cheio de humor. Mais que um personagem, tornou-se um mito.


Cães heróis

Mario Bellatin 

Cosacnaify

Segundo livro de Mario Bellatin publicado pela Cosac Naify, Cães heróis é a perturbadora história de um homem paraplégico, seu enfermeiro e trinta pastores belga malinois “prontos para matar quem quer que seja com uma única mordida na jugular”. Assim como em Flores, a edição brasileira de Cães heróis tem projeto gráfico radical: com letras que aumentam e diminuem de acordo com a intensidade da narrativa, o livro vem “mutilado”, com uma embalagem de plástico no lugar da capa.

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Durante um ano e três meses, Antonio Lino morou numa Kombi e viajou pelo Brasil. Ao volante do seu domicílio nada imóvel, o escritor paulistano não chegou a descer tanto até o Chuí. Mas ao norte, sim: cravou presença no Oiapoque. Por uma centena de municípios em quinze estados, Lino rodou mais de trinta mil quilômetros pelo país.

Tendo experimentado o antigo paradoxo dos andarilhos (“viajar é sair para dentro”, escreve o autor), Lino narra suas histórias no livro Encaramujado: uma viagem de Kombi pelo Brasil (e pelos cafundós de mim).

Manuscrito na estrada, o livro reúne crônicas e contos sobre as gentes e os lugares que o autor conheceu pelo caminho. De carona com os textos, o leitor refaz na imaginação todo o trajeto percorrido pela Kombi branca, decorada com teto azul e pássaros de adesivo na lataria. O verdadeiro movimento, entretanto, está nas entrelinhas: muito mais do que um mero relato descritivo da viagem, nas páginas de Encaramujado, o que Antonio Lino revela melhor são as suas próprias paisagens internas.

Texto retirado do site do Encaramujado, onde é possível saber mais sobre a obra e comprar o livro por 35 reais.

 

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Os textos abaixo são das assessorias de imprensa de cada editora.

Filosofia mínima – Ler, escrever, ensinar, aprender

Autor: Luís Augusto Fischer

Ler, escrever, ensinar e aprender são as quatro operações básicas da vida de professor. É a partir delas que Luís Augusto Fischer, com a experiência acumulada em mais de 30 anos de sala de aula, monta uma equação bastante particular. Neste livro, relatos de pequenas histórias exemplares se somam à reflexão sobre o ensino de literatura. Em conjunto, formam o que o autor passou a chamar de sua Filosofia mínima. Ao compartilhar suas impressões de leitura e relacioná-las a episódios aparentemente prosaicos, mas significativos, Fischer convida o leitor a um passeio intelectual sem chateação. Assim, presta tributo a um de seus mestres, Antonio Candido, para quem a principal missão do professor “é viver a aventura do pensamento junto com os alunos.”

Os textos têm origens e formatos variados. São artigos e ensaios em que situações e personagens inusitados (o autor nos fala de uma inesquecível e epistemológica viagem a cavalo, da sabedoria revelada por um copo quebrado, da leitora ideal de Kafka) servem de ponto de partida para uma análise sobre o alcance e o poder da literatura. Há espaço, também, para o depoimento pessoal, quando o relato de experiências em sala de aula revela mecanismos ocultos do processo do ensino.

Em um livro que é todo ele matéria de memória, não poderia faltar a reconstituição do itinerário intelectual do autor no qual são apresentados seus heróis, conquistas, fracassos e marcos afetivos. Da herança católica ao marxismo, das primeiras aulas no Colégio Anchieta ao estudo de mestres como Machado de Assis e Nelson Rodrigues, Fischer repassa sua formação e oferece, com generosidade, um caminho possível para cumprir com gosto a missão do magistério. Lição que não serve apenas para professores. Afinal, ler, escrever, ensinar e aprender são as quatro operações básicas da vida de qualquer um de nós.

Lançamento Porto Alegre: 2 de maio, às 19h, na Livraria Cultura · Bourbon Shopping Country (Av. Tulio de Rose, 80 – Loja 302)

Toque de Veludo

Autora: Sarah Waters

Ambientado na Londres do final do século XIX, Toque de veludo expõe as subversões políticas, sociais e sexuais de mulheres que ousaram seguir os próprios desejos. De forma corajosa, Sarah Waters aborda temas delicados, que ainda hoje são tratados como tabus.

Em uma pequena cidade litorânea da Inglaterra, Nancy Astley se distrai do fatigante trabalho no restaurante da família assistindo aos espetáculos do Canterbury Place todos os sábados com a irmã, Alice. Mas a frivolidade alegre com que acompanha as músicas e aplaude os números termina quando, travestida de homem, Kitty Butler sobe ao palco pela primeira vez. Depois disso, impelida por uma estranha fascinação, Nancy passa a ir ao teatro todas as noites.

Logo é notada pela atriz e se torna sua camareira, iniciando com ela uma delicada relação na qual desejo e cautela se mesclam na rotina de apressadas trocas de roupa e velada intimidade. Assim, quando Kitty é convidada para se apresentar em outro teatro, Nancy não hesita em abandonar sua casa e tomar um trem para longe de tudo o que lhe é familiar. O que a espera do outro lado dos trilhos é o frenético mundo teatral da Londres vitoriana, e uma vida que jamais teria imaginado para si mesma.

Morando juntas em uma casa cheia de artistas, elas se tornam amantes, e logo Nancy troca os bastidores pela ribalta. Rebatizada como Nan King, ela não poderia desejar mais: o sucesso, o assédio e o amor parecem inalteráveis. Mas seu mundo desmorona quando Kitty decide se casar com um homem, lançando-a em uma existência solitária e libertina, na qual ela testará os limites do erotismo e lutará para reencontrar o amor.

Pornofantasma 

Autor: Santiago Nazarian

Depois de cinco prestigiados romances, publicados em países da Europa e América Latina, o escritor Santiago Nazarian exercita a veia de contista no livro Pornofantasma, que marca sua estréia no gênero. Sem preocupação com a concisão das histórias, Nazarian criou catorze tramas — algumas nem tão curtas e próximas da novela — “de sexo e morte”, como ele mesmo as define.

Os relacionamentos esquizofrênicos, a juventude perdida, o tom de fábula e a violência romântica presentes em seus trabalhos anteriores reforçam aqui a marca do autor, mas com doses extras de fantasia. Terrores cotidianos, apocalípticos e sobrenaturais surgem a cargo de uma sexualidade latente e ambígua.

As alusões a figuras clássicas da literatura e dos filmes de terror presentes nos contos, que enfocam cidades e navios fantasmas, serial killers, vampiros, zumbis, lobisomens e dragões, servem também, em sua maioria, como metáforas para tratar de temas mais humanos.  Uma fusão de referências que formam o existencialismo bizarro, quebrando barreiras de gênero e tratando de valores tão universais, tão atemporais.

Nos textos, a associação da sexualidade com a morte — aproveitando um clichê clássico dos filmes de horror — é tratada não como uma visão moralista, mas para simbolizar a perda da inocência, o despertar da sexualidade na adolescência, trazendo a morte da criança ou a incapacidade do adulto de aceitar sua maturidade — temas recorrentes na obra de Nazarian.

Lançamento em São Paulo: dia 12 de maio, quinta-feira, às 19h, na Livraria da Vila

Ecos dos mortos

Autor: Johan Theorin

Em seu romance de estreia, o escritor sueco Johan Theorin apresenta uma instigante história ambientada em uma remota ilha sueca. O sumiço de Jens aos seis anos de idade abala a vida de sua mãe e avô. Vinte anos depois, ambos ainda combalidos pela perda, veem suas esperanças se renovarem e partem em uma busca frenética e perigosa por respostas.  Ecos dos Mortos, best-seller na Suécia, une suspense e fortes emoções em uma trama em que a ilha tem papel fundamental.

Em uma manhã com muita neblina o pequeno Jens, aproveitando-se do cochilo da avô, deixou a casa decidido a se aventurar além do muro dos jardins. O menino desapareceu na névoa e desde então nunca mais foi visto. Todos têm certeza de que ele andou até a praia, onde morreu afogado ― todos, exceto a mãe e o avô.

A tragédia ainda assombra a ilha de Öland, na Suécia, local do triste incidente. Mesmo vinte anos depois, a mãe do menino, Julia, não consegue superar a perda do filho. Vive entre taças de vinho e tranquilizantes, e mal consegue cumprir seu trabalho como enfermeira. Sua deplorável rotina é interrompida quando seu pai, Gerlof, recebe pelo correio uma velha sandália de criança que poderia ter sido de Jens. E, ao retornar a Öland, Julia volta a encarar o misterioso desaparecimento do filho.

Outras histórias parecem assombrar a cidade. Aos poucos, Julia toma conhecimento dos acontecimentos envolvendo Nils Kant, antigo morador da ilha e supostamente morto há décadas. No entanto, a suspeita morte de um velho amigo de seu pai aliada a outros estranhos eventos fazem a mãe do pequeno Jens mergulhar numa sedenta busca pela verdade. A investigação a levará a dolorosas descobertas, mas também a renovadas esperanças.

Uma breve história dos santos

Autor: Lawrence S. Cunningham

Pessoas que tiveram vidas marcadas pelo sofrimento, abnegação e altruísmo. Assim são definidos os santos, em diversas religiões. A trajetória do culto desses indivíduos especiais é o foco da obra Uma breve história dos santos, do especialista em teologia Lawrence S. Cunningham.

Tema de difícil abordagem, a santidade é esmiuçada pelo pesquisador, que dá início ao livro descrevendo a origem dos santos e o surgimento dos mártires na Igreja Católica Romana.  Objetivo, Cunningham não se furta a tocar em temas delicados como a burocratização da santidade.

O autor refere-se tanto a figuras célebres, como Joana D’Arc e São Valentim, como a menos conhecidas como “os Tolos de Deus”, de tradição mais ortodoxa.  Para ilustrar o processo de canonização, Cunningham toma como exemplo o caso de São Francisco de Assis, considerado por ele o mais bem documentado.

Apesar de, em sua essência, abordar a tradição cristã ocidental, o pesquisador também analisa o cristianismo oriental. Através de uma linguagem didática, ele mostra as diferentes maneiras pelas quais a santidade cristã foi criada e propagada.

Além de refletir sobre as origens do culto aos santos, Cunningham propõem uma discussão sobre a importância do culto aos santos no mundo pós-moderno. Haveria espaço para esse tipo de prática ou estariam os santos datados? A resposta é um convite à reflexão desse assunto que toca milhões de pessoas em todo o mundo.

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