Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Marcelo Maluf’

entrevista_desenhoNesses mais de quatro anos de Canto dos Livros, as entrevistas que procuramos fazer mensalmente se tornaram um dos principais diferenciais do blog. Por isso, resolvemos reunir os links de todas as conversas que tivemos com pessoas do meio literário em um só post. Abaixo, trechos de dez delas e, em seguida, uma relação com todos aqueles que já falaram conosco. Para ler uma entrevista na íntegra, basta clicar sobre os nomes dos entrevistados. Divirta-se!

“Perceber o mundo como um morador local o percebe é fundamental para escrever com realismo e convencer o leitor de que ele está entrando num mundo especial, diferente do seu dia-a-dia” – Airton Ortiz

“Adoro o cotidiano mais prosaico, um ponto de ônibus, um sofá com televisão, um almoço qualquer” – Andréa del Fuego

“Por mais interessantes e diferentes que tenham sido as experiências que vivi durante a viagem, tenho escolhido não estacionar em vida nenhuma. Isso não quer dizer viver superficialmente, à deriva, do tipo ‘pra onde me chamar eu vou’. É, na verdade, uma tentativa de se manter aberto, receptivo às novidades” – Antonio Lino

“Toda narrativa pública transporta implicitamente uma visão de mundo, contribuindo ou para manter o grau de consciência do leitor num nível muito baixo de entendimento da realidade, ou ajudando-o a despertar para uma visão transformadora, que não termina no ângulo puramente derrotista, negativista” – Edvaldo Pereira Lima

“Geralmente, há uma esnobação equivocada que cerca a ficção. Eu adoro belos romances, mas a verdade é que genialidade na ficção é rara e a vasta maioria dos autores que se empenha em fazê-lo acaba produzindo uma bobagem banal” – Jeremy Mercer

“A ficção é parte do real, não se opõe a ele; não é o oposto da verdade. A ficção é um modo de se tornar visíveis relações constitutivas do real” – José Luiz Passos

“Sinto que todo escritor sofre de uma hipermetropia: pode enxergar bem a obra dos outros, à distância, mas a sua própria sempre aparece aos seus olhos imprecisa e turva” – Julián Fuks

“Acho que no geral há uma possibilidade razoável de nos próximos anos termos bons livros para ler. No entanto, parece-me que boa parte da produção ainda reproduz – sem criticar ou, ainda pior, aderindo ao que há de pior no Brasil. Digamos que estamos diante, se formos falar no geral, de uma produção amena e edulcorada” – Ricardo Lísias

“O que mais me incomodava, além dos entraves burocráticos, era a minha completa inaptidão para conversar com as pessoas. Às vezes eu ficava em silêncio ao lado de algum entrevistado vendo os ônibus passarem, por puro pânico e falta de perguntas. Isso às vezes era uma vantagem, porque o sujeito acabava falando qualquer coisa que lhe viesse à mente” – Vanessa Barbara

Alex Robinson

Augusto Paim

Bernardo Carvalho

Claudio Brites

Cristina Cezar

Eric Novello

Felipe Pena

Ferréz

F. T. Farah

Lehgau-Z Qarvalho

Marcelo Maluf

Monica Martinez

Nazarethe Fonseca

Nelson Magrini

Paulão de Carvalho

Reinaldo Moraes

Renato Modernell

Tatiana Salem Levy

Xico Sá

Anúncios

Read Full Post »

Clique na imagem para ampliá-la.

Confira a entrevista que Marcelo Maluf concedeu ao Canto dos Livros em maio de 2011.

Read Full Post »

Fonte: http://terracotaeditora.com.br

O Encontro Prática de Escrita acontece informalmente desde 2001, mas há cinco anos o evento ganhou periodicidade e formato e vem se tornando parte da agenda de quem gosta de literatura.

O principal objetivo do encontro é reunir pessoas que não só apreciam a literatura, mas também tudo que circunda a prática de escrita literária.

A programação é dividida em dois tempos, o primeiro gira em torno das mesas com palestrantes, que discorrem sobre assuntos que permeiam o universo literário; o segundo tempo é das oficinas de estudo e criação.

A primeira parte da programação terá como convidadas só mulheres. Na primeira mesa, a escritora Ivana Arruda Leite bate um papo sobre sua obra com a roteirista e escritora Luciana Penna. Na segunda mesa, as escritoras e professoras de criação literária Monica Martinez e Nanete Neves conversam sobre caminhos e possibilidades da escrita como profissão, mediadas pela redatora, blogueira e revisora Lu Reis.

Na segunda parte, temos oficinas com Bruno Cobbi, Kizzy Ysais, Marcelo Maluf e Pête Rissatti.

Este ano o evento acontece em 3 de março de 2012, no campus Liberdade da Universidade Cruzeiro do Sul.

Organização: Claudio Brites e Carlos Andrade

Quando: 3 de março de 2012.

Horários: mesas das 9h45 às 12h30 e oficinas das 13h45 às 16h30

Onde: Universidade Cruzeiro do Sul – campus Liberdade – Rua Galvão Bueno, 868 (próximo ao metrô São Joaquim)

Inscrições: Clique aqui

Entrada Franca

Programação

Mesa 1 – das 9h45 às 11h
A prática de criação de Ivana Arruda Leite
Convidada: Ivana Arruda Leite
Mediação: Luciana Penna

A escritora fala sobre sua obra e como se dá seu processo de criação. Quais são os percalços que envolvem a realização do conto, do romance, do infanto-juvenil. Dando dicas sobre editoras, culinária e séries de televisão.

Mesa 2 – das 11h15 às 12h30

Profissão escritor

Convidados: Monica Martinez e Nanete Neves
Mediação: Lu reis

As escritoras e professoras de criação literária Monica Martinez e Nanete Neves falam sobre o mercado editorial para o escritor: biografias, livros institucionais, ghostwriter, oficinas. Como as coisas caminham e como é a realidade de quem vive da escrita literária.

Oficinas de Criação literária – das 13h45 às 16h30

Narrativa Multimídia
com Bruno Cobbi

Partindo de estudos de casos nacionais e estrangeiros que transcendem seus canais originais, o publicitário e escritor Bruno Cobbi vai guiar os participantes entre referências em livros, quadrinhos, internet, games e cinema para debater como as novas mídias estão mudando nossa forma de encarar o mercado e produzir arte.

As discussões sobre a produção multimídia dentro e fora do país são combinadas com exercícios para prática do raciocínio narrativo e exploração da multimídia. A oficina visa materializar não só o planejamento como produções de narrativas em multimídia.

A criação do personagem

com Kizzy Ysatis

Este encontro foca no coração da narrativa: os personagens. Seja em um enredo fantástico ou realista. Grandes personagens vão além de seu criador. Polifônicos, infinitos. O que faz Dom Casmurro ficar na memória por tanto tempo? Quais são os elementos que fazem com que o leitor chegue a acreditar que um vampiro, ou uma entidade fantástica possa existir? Criando fã clubes para um ser ficcional, por exemplo. Neste encontro, o escritor Kizzy Ysatis revela seus segredos para construção de um personagem convincente. Não só as dicas vindas de sua experiência de criador, mas também das leituras, dos autores nos quais se inspira.

Caminhos do Fantástico na literatura infanto-juvenil

com Marcelo Maluf

Grandes obras da literatura infantil e juvenil estão embebidas do elemento fantástico, o autor pretende apresentar nessa oficina possibilidades de uso do fantástico em suas diversas vertentes em textos infanto-juvenis. Apresentando referências e propondo exercícios de escrita para desbloquear o imaginário fantástico. E ainda: o universo fantástico na literatura infanto-juvenil, passando por nomes como: Michael Ende, Roald Dahl, Elsa Bornemann, caminhos de Lewis Carrol, do C.S.Lewis, Neil Gaiman, entre outros.

Tradução: mercado, processos e criação

com Petê Rissatti

A arte/ofício da tradução é muito mais amplo do que se imagina. Com a crescente visibilidade do tradutor, ainda assim a profissão carrega um certo mistério. Neste bate-papo, vamos apresentar as diferenças básicas do mercado tradutório, o dia a dia do profissional, o mercado editorial de tradução e os processos envolvidos. Além disso, também traremos à baila o papel de tradutor como intermediador cultural, a (des)valorização do profissional e, por fim, a legislação e o tradutor-criador.

Read Full Post »

Por toda a equipe.

Autor de Jorge do Pântano e Meu pai sabe voar (em parceria com Daniela Pinotti, sua esposa) e organizador do livro de contos Era uma vez para sempre…, Marcelo Maluf dedica boa parte de seu tempo de escritor e professor tratando de assuntos do universo da literatura feita para jovens. Formado em Artes Visuais, tomou gosto pelas histórias ouvindo com tudo o que seu avô contava. É responsável pelos blogs Labirintos no Sótão – destinado à literatura – e Tu és isto – sobre espiritualidade. Nessa conversa, claro, falou muito sobre a relação da juventude com as letras, mas também mostrou seu ponto de vista sobre a relação entre a ciência e a religião.

Canto dos Livros: Como é escrever para jovens? Quais os cuidados a tomar?

Marcelo Maluf: Escrever para jovens, em essência, é como escrever para qualquer público, valorizando a qualidade do texto. Mas uma coisa primordial talvez seja a ênfase a uma boa história, um bom enredo. Posso estar falando besteira, mas não creio que muita experimentação de linguagem funcione para o público juvenil. O único cuidado a tomar é o de não ser chato.

CL: Quais as diferenças entre a literatura infantil, a infanto-juvenil e a juvenil?

MM: Para responder a essa pergunta, primeiro é preciso levar em conta o leitor. Vou utilizar aqui os critérios da pesquisadora Nelly Novaes Coelho. Ela faz a seguinte divisão: Pré-leitor (Infantil): primeira infância – dos 15/17 meses aos 3 anos; segunda infância – a partir dos 2/3 anos; Leitor iniciante – a partir dos 6/7 anos; Leitor-em-processo (Infanto-juvenil) – a partir dos 8/9 anos; Leitor fluente (Infanto-juvenil) – a partir dos 10/11 anos e Leitor crítico (Juvenil) – a partir dos 12/13 anos. Portanto, tendo consciência desses leitores diversos, é possível reconhecer as linguagens para os diversos públicos. Mas para além disso, eu diria que o escritor precisa primeiro escrever, depois entender se o seu texto pode se encaixar em alguma dessas divisões e não o contrário. E mais, cada leitor pode subverter essa divisão, pois a experiência de leitura é diferente para cada um. Enfim, como diria Tatiana Belinky: “a faixa etária é que me escolha”. Não há regras, é necessário bom-senso e boas histórias.

CL: Normalmente, histórias para crianças e jovens possuem teor fantástico. A literatura mais focada na realidade em que vivemos, aparentemente, desperta pouco interesse para esses públicos. Por que isso?

MM: Bem, na minha experiência não vejo desta maneira. Percebo que as boas histórias independem do gênero para conquistar esses leitores. É claro que quando um livro é adaptado para o cinema e faz sucesso acaba por conquistar mais leitores ainda, como no caso de Harry Potter. Mas até hoje, livros como o Gênio do Crime, do João Carlos Marinho, entre outros também estão na lista dos mais vendidos.

CL: Antigamente, a Literatura Infantil tinha a preocupação de ensinar valores e advertir contra erros, inclusive alterando os finais de lendas e fábulas para que contivessem “moral” implícita de maneira politicamente correta. Hoje em dia, ainda existe esta preocupação?

MM: A tradição das fábulas e lendas em muitas culturas sempre tiveram o caráter de passar uma “mensagem”, algum ensinamento, e isso em si não é nada ruim. A questão é quando a moral se transforma em veículo de moralismo. Aí a coisa vira uma grande baboseira. Hoje, ainda existem livros produzidos com esse fim moralista, principalmente quando ligados a algum dogma. Eu acredito nas boas histórias, elas contêm conflitos, relacionamentos, desafios, convivência, que implicam numa empatia do leitor com a história e os personagens. Em si, isso já é uma tarefa de reflexão incrível.

CL: Qual a sua opinião sobre a forma como a literatura vem sendo abordada na escola? Acha que acaba aproximando ou afastando os jovens dos livros?

MM: Em sua maioria, só vem afastando. Mas esse problema é da educação de modo geral, dos péssimos cursos de formação, e do desserviço do poder público quanto ao estímulo à leitura com foco no prazer e não na obrigatoriedade.  Mas existe por outro lado muita gente boa por aí. É o caso da professora. Daniela Neves que é orientadora de Sala de Leitura da EMEF Profa. Maria Berenice dos Santos, onde a leitura e os livros são encontros com o prazer de boas histórias e bons livros, mediados pela paixão de ler, que é fundamental para aproximar as crianças e jovens dos livros.

CL: É possível um livro fazer grande sucesso entre os jovens sem ele estar inserido na indústria pop?

MM: Sem dúvida que sim. Já citei o caso do Gênio do Crime, e posso citar outros tantos, como os livros do Pedro Bandeira, do Jostein Gaarder, do Eon Colfier, que hoje são referências de autores que atingiram grandes números de vendagem e tornaram-se bem populares, mas primeiro conquistaram por suas histórias e não por nenhum jogo marketeiro.

CL: Quais obras você indicaria para uma pessoa de 15 anos que nunca foi leitora, mas está interessada em começar a ler?

MM: Primeiro eu buscaria saber quais os temas e interesses desse jovem. Daí poderia ter uma percepção de seus gostos, para indicar uma história de fantasia, policial, realista, de mistério, ficção científica, etc…Bem, vou indicar cinco livros que gosto muito: Slam, do Nick Hornby, Artemis Fowl, do Eon Colfier, Coraline, do Neil Gaiman, O grande Mentecapto, do Fernando Sabino e O Hobbit, do Tolkien, entre muitos outros.

CL: Qual a importância dos cursos e oficinas literárias na formação de um escritor?

MM: Acho que as oficinas podem ajudar a trocar experiências de leitura crítica. Nas oficinas exercitamos e produzimos textos que serão lidos, compartilhados, criticados e, nesse sentido, é de suma importância que o escritor compartilhe, leia e critique. Para que não fique apenas com a opinião dos parentes, amigos e da namorada ou namorado, etc. Tenho grandes amigos que conheci nas oficinas em que participei, também pode ser uma oportunidade para conhecer nossos pares.

CL: Como foi escrever o livro Meu pai sabe voar em parceria com a Daniela Pinotti? Como fica a questão autoral em uma obra feita por dois autores?

MM: Escrever em parceria é um exercício que todos escritores deveriam experimentar. Ampliamos com essa experiência a nossa capacidade de ouvir novas possibilidades para as nossas idéias, exercita o desapego e pode ser muito prazeroso e enriquecedor todo o processo criativo. Com a Daniela, que é minha esposa, e com quem sempre dividi leituras e sonhos, foi uma experiência fantástica. Com certeza, vamos escrever outros. Quanto aos direitos autorais, a porcentagem é dividida.

CL: Como você começou a ler? Quais práticas acha que podem incentivar as crianças a tomarem gosto pela leitura?

MM: O meu gosto pela leitura começou primeiro com o meu fascínio pelo objeto-livro. As primeiras histórias que me encantaram foram as histórias que ouvia do meu avô Joaquim, que eram geralmente histórias sobre sacis, mulas-sem-cabeça, etc. Depois vieram as coletâneas da série “Para gostar de ler”. Daí descobri Fernando Sabino, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, etc. Acho que o incentivo a leitura deve vir acompanhado do gosto por ouvir histórias. O livro deve ser um objeto de afeto, de paixão e prazer. Se o adulto for alguém que tem esse contato com o livro, naturalmente poderá contaminar as crianças e jovens a tomarem esse gosto.

CL: Quanto você acredita que a leitura na infância e na adolescência influenciou o que você é hoje? Cite algumas obras que contribuíram na sua formação e que você julga indispensáveis aos jovens.

MM: Posso afirmar, no meu caso, que sou fruto, entre outras vivências, das leituras que fiz. Muitas das minhas idéias, desejos, vontades, sonhos, concepção de mundo, percepção estética vieram de minhas leituras e influenciam direta e indiretamente as minhas escolhas e caminhos. Entre minhas leituras de formação e que indico aos jovens estão: Encontro Marcado (Fernando Sabino), A Metamorfose (Franz Kafka), Histórias Extraordinárias (Edgar Allan Poe), As mil e uma Noites, as crônicas do Rubem Braga, do Fernando Sabino, do Paulo Mendes Campos. Os poemas do Drummond, do Murilo Mendes, do Manuel Bandeira. Os contos do Murilo Rubião, do Machado de Assis, entre outros. Mas gostaria de ressaltar que não foram só os textos de ficção e poesia que me formaram como leitor. Livros como a Autobiografia de um Iogue (Paramahansa Yogananda) e Minhas experiências com a verdade (Mahatma Gandhi) foram fundamentais na minha formação.

CL:Mudando de assunto, você mantém um blog cuja descrição é: Caminhos de espiritualidade, mística, consciência e compaixão pelos seres e pela terra”. É fato que a atual liberdade de expressão iniciou um diálogo sem precedentes sobre estes mesmos caminhos e suas infindáveis vertentes, dentre os quais poderíamos citar como pólos opostos o ateísmo beligerante, de Richard Dawkins e Christopher Hitchens (dentre outros), de um lado, e o espiritualismo de auto-ajuda de Rondha Byrne e afins, de outro. Como você se posiciona nessa discussão? O que tem a dizer sobre a busca por espiritualidade?

MM: Primeiro, gostaria de agradecer por essa pergunta, considero-a fundamental para ampliarmos a reflexão tão necessária sobre a espiritualidade no mundo contemporâneo.

Estamos vivendo um momento de grandes transformações nos paradigmas humanos. É necessário que se diga que Rondha Byrne, até onde conheço, está muito distante das questões sobre espiritualidade que me interessam, assim como Dawkins, com seu delírio científico e seu marketing ateísta. No caso de Rondha, a busca centra-se na lógica do sistema de que o mais forte e convicto pode ganhar mais, na lei do desejo e da atração. E me parece que se mergulharmos nessa ideia, podemos inclusive aproximar Dawkins de Rondha, já que para ambos a seleção natural se faz pela lei do mais forte. O que inclusive é muito perigoso e pode justificar atrocidades, guerras, intolerâncias e preconceitos, se compreendermos a teoria da evolução do ponto de vista pragmático, rasteiro e não espiritual. Deus e a teoria da evolução não são excludentes. A ciência e a religião não são excludentes. O que não tem nada a ver com criacionismo.

Bem, o que eu busco são a compaixão, o cuidado, a compreensão e a colaboração entre os seres. Nesse sentido, sou um caminhante aprendiz. As grandes tradições espirituais da humanidade (Budismo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Taoísmo, Hinduísmo, entre outras) têm como princípio o amor e a busca do autoconhecimento. Ou seja, o cuidado de si, dos outros e do planeta. E na ciência interessa-me a visão da Física quântica (Fritjof Capra, Amit Goswami, etc), que está em profundo acordo com ideias budistas, por exemplo. Por esse mesmo motivo, também não compreendo o que chamamos de Deus como aquela figura estereotipada de barbas brancas, sentado em algum lugar no céu apontando os nossos erros.

Não há segredo algum, há mistério, presença, amor. Deus pode ser Aquele que não é. E pode ter mil faces. O Eu Maior. Grandes homens e avatares surgiram na história da humanidade e continuam por aí: Jesus Cristo, Sidarta Gautama, Lao-Tsé, Maomé, Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Dom Hélder Câmara, entre outros grandes. Atualmente temos Dalai Lama, Leonardo Boff, Frei Betto, Jean-Yves Leloup, Roberto Crema, Sogyal Rinpoche, entre muitos e muitos que propagam essa compreensão da vida, do autoconhecimento e de Deus. É uma jornada longa e bela, e esse é o motivo pelo qual todos nós estamos aqui, para cuidarmos da nossa casa comum e da teia de relações da vida em que todos ganham se formos compassivos e amorosos. Para isso é necessário entregar-se e confiar no mistério, não para explicá-lo, mas para experimentá-lo. Enfim, é preciso buscar…para não cairmos no delírio de Hawkins ou na cilada de Rondha.

Read Full Post »

O IV Encontro Prática de Escrita acontece no dia 7 de maio, das 10h às 16h30, no Campus Liberdade da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. O principal objetivo do encontro é reunir pessoas que não só apreciam a literatura, mas também tudo que circunda a prática de escrita literária. A programação é dividida em duas partes, a primeira gira em torno das mesas com palestrantes, que discorrem sobre assuntos que permeiam o universo da literatura; a segunda é das oficinas de criação literária.

O evento deste ano tem como convidados: o escritor, jornalista e apresentador do programa Metrópolis, da TV Cultura, Cadão Volpato; a jornalista, escritora e apresentadora do programa Letras & Leitura, na Rádio Eldorado, Mona Dorf; e o escritor e jornalista, apresentador do programa Perfil Literário, na Rádio Unesp, Oscar D’ambrósio. Cadão falará sobre sua prática literária; Mona Dorf e Oscar tratarão do universo literário, compartilhando suas experiências em centenas de entrevistas com escritores.

O encontro é organizado pela Terracota editora como parte da programação do curso de lato sensu em Criação Literária. A programação completa está abaixo e as inscrições podem ser feitas clicando aqui. O limite de vagas é 120 para as mesas e 15 por oficina.

 Programação

Mesa 1 – das 10 às 11h15

A PRÁTICA DE CRIAÇÃO DE CADÃO VOLPATO
Convidado: Cadão Volpato
Mediação: Nelson de Oliveira

Mesa 2 – das 11h15 às 12h30

DO QUE FALAM OS ESCRITORES
Convidados: Mona Dorf e Oscar D’ambrósio
Mediação: Edson Cruz

Oficinas

A ARTE DO ENSAIO
com Cláudia Vasconcellos
das 14h30 às 16h30

Escrever um ensaio é discorrer de um modo muito pessoal sobre um assunto, qualquer assunto. Não precisa ser um expert no tema que se vai abordar, porque aquilo que transparece no ensaio é sobretudo a opinião bem elaborada do ensaísta. A oficina de ‘Ensaios’ discorrerá sobre como este gênero de escrita nasceu, fornecerá dois breves exemplos, os quais fornecerão um modelo deste tipo de escrita, e, então, os participantes serão convocados a escrever os seus ensaios, ou seja, a darem as suas opiniões e por meio delas se darem a conhecer. Para interessados a partir de 18 anos.

COMO CRIAR UM INUTENSÍLIO SEM SE TORNAR UM INÚTIL
com Edson Cruz
das 14h às 16h

Uma oficina de criação e análise poética ligeira e profunda como o tanque de Bashô. Ah, você não sabe do que estamos falando? Não sabe se o que lê e o que escreve tem melopeia, fanopeia ou logopeia? Não sabe a diferença entre um marceneiro e um poeta na Grécia antiga? E qual a função da poesia em tempos de big brother e consumo desenfreado? É meu chapa, você está precisando de uma oficina como essa.

SOLTANDO A LÍNGUA
com Marcelino Freire
das 14h às 16h

Quer soltar o verbo mas não sabe como? Tem um projeto de um livro mas na hora de escrever deu um branco? Está difícil de organizar as ideias e os sentimentos? Pois bem: o escritor Marcelino Freire (autor, entre outros, do livro “Contos Negreiros”) dará, nesta rápida oficina, algumas dicas de como trabalhar o texto (não importando o gênero literário) e fazer do seu “bloqueio” artístico algum muito criativo. Para interessados em literatura, a partir de 14 anos.

ESCREVER PARA JOVENS. QUE HISTÓRIA É ESSA?
com Marcelo Maluf
das 14h às 16h

Escrever literatura para jovens é uma linha tênue que muito se aproxima da literatura adulta. Harry Potter e Artemis Fowl são exemplos de textos que ganharam o público adulto. Enfim, escrever para jovens, que história é essa? Marcelo Maluf é autor entre outros de “Jorge do Pântano que fica logo Ali”, e organizador da Antologia infanto-juvenil “Era uma vez para sempre”, nessa oficina prático-reflexiva, Marcelo dará dicas e possíveis caminhos da literatura contemporânea para jovens. Para interessados a partir de 18 anos.

Quando: 7 de maio de 2011 – das 10 às 16h30
Onde: Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade – Rua Galvão Bueno, 898 / São Paulo-SP
Quanto
: Entrada Franca

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: