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Posts Tagged ‘O gênio do crime’

Por Alberto Nannini

O_GENIO_DO_CRIME_1230942899PDepois das resenhas para o público principalmente infanto-juvenil que escrevi – Os meninos da rua Paulo e O enigma das estrelas, nada mais justo que uma dica de leitura do mesmo tom.

Clássico sem perder a atualidade, é excelente para presentear aquele(a) sobrinho(a), primo(a), enfim, aquele(a) jovem meio desinteressado pela leitura: é o livro O gênio do crime, de João Carlos Marinho.

Uma rápida pesquisa me informa que a obra, de mais de 40 anos, teve mais de 1 milhão de exemplares vendidos em mais de 60 edições, e é considerado uma das referências fundamentais da literatura infanto-juvenil brasileira.

A história é simples: uma turma de garotos coleciona figurinhas num álbum de futebol, que, se preenchidas, dão direito a bons prêmios. Mas alguém está falsificando as figurinhas, e o proprietário da fábrica que as produz não tem capacidade da dar todos os prêmios, e pode ir à falência. Então, uma turma de garotos – a Turma do Gordo: Edmundo, Pituca e Bolachão (depois, também Berenice) – se unem para descobrir quem está por trás daquela fraude: eles vão se deparar com um gênio do crime e precisarão de toda a astúcia para desmascará-lo e se safarem.

Nem preciso dizer que, para alcançar o sucesso que alcançou, o livro é necessariamente muito bom, mas reforço: é muito bom. Passagens dele me marcaram, apesar de ter lido há uns trinta anos. A invenção do Gordo para seguir um dos bandidos é uma sacada inteligentíssima, que fez escola. Tem até cenas de tortura, que te deixam angustiado.

Uma memória curiosa: um ex-namorado de uma das minhas irmãs, um rapaz de enorme coração, mas meio bronco, gostava muito de conversar comigo, embora eu fosse só uma criança. Eu falava empolgado dos livros que lia, e ele (provavelmente disléxico) dizia que não conseguia ler nada. Então, eu dei a ele meu exemplar de O gênio do crime, depois de fazer uma enorme propaganda, mais ou menos como esta, para que ele o lesse; e me lembro de quando eu o via, e ele vinha comentar as passagens do livro que tinha lido, e que estava gostando, e isso me deixava muito feliz.

Então, se por acaso não o conhece, procure-o em qualquer sebo; se já o leu, revisite-o, e, se conhecer alguém que não consegue se apegar à leitura, esta é uma ótima dica de presente!  

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