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Posts Tagged ‘Peru’

elogioDom Rigoberto e dona Lucrécia vivem um grande romance. O respeito, carinho e admiração entre os dois são grandes; o sexo, pleno e satisfatório. Além dos dois, a mansão em que moram é habitada por empregadas e Alfonso, filho de dom Rigoberto, fruto de seu primeiro – e mal sucedido – casamento. Fonchito, como é chamado carinhosamente o menino, é um pré-adolescente exemplar, bom aluno e filho disciplinado, e com os desejos sexuais começando a aflorar.

Certo dia, enquanto Rigoberto realiza o seu ritual de banho – quando, após passar pelo chuveiro, dedica-se longamente à higienização de alguma parte do corpo – Lucrécia vai, somente com sua sensual roupa de dormir, ao quarto de Fonchito lhe dar boa noite. Ao perceber as curvas do corpo da madrasta o garoto se encanta e, ao ser abraçado pela mulher, agarra-se a ela como jamais havia feito. A partir daí, começa a vê-la com outros olhos. O menino, então, passa a fazer de tudo para agradar, chamar a atenção e aproveitar cada momento, cada toque, de Lucrécia. Todavia, após perceber a mudança de postura de Fonchito e se afastar por um momento do jovem – que chega a cogitar um suicídio por isso – a relação entre os dois se torna mais intensa, até o momento em que acabam transando.

Incursão do renomado e influente escritor peruano Mario Vargas Llosa no gênero romance erótico (como está escrito na orelha do livro), um dos principais trunfos de “Elogio da Madastra” é, ao final, deixar o leitor com a dúvida de até que ponto as atitudes de Fonchito são realmente ingênuas, como sugere praticamente toda a narrativa. Outro ponto alto é a descrição da relação sexual entre dom Rigoberto e dona Lucrécia, ainda no começo do livro.

Os capítulos que tratam da história em si são intercalados por outros menores, no qual quadros são apresentados e inspiram uma narrativa paralela que, de alguma forma, relaciona-se com a trama principal.

A parte desagradável do livro acaba sendo a escolha de palavras excessivamente rebuscadas em determinados momentos, só não sei se isso foi uma opção do próprio Vargas Llosa ou de Remy Gorga, que traduziu a versão que li (cuja capa não é esta que ilustra o post e o título foi traduzido como “Elogio à madrasta”), publicada em 1988 pela editora Francisco Alves.

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