Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘São Paulo’

Clique na imagem para ampliá-la.

 

Read Full Post »

 

A cidade de São Paulo sempre apresenta boas alternativas ao caos cotidiano para quem sabe procurar. E no campo literário não é diferente. O Guia da Folha separou alguns ótimos exemplos de viagens literárias que você pode fazer pela cidade e, aqui no nosso Canto também as indicamos. Veja quais são e escolha a(s) sua(s):

 

Jorge, Amado e Universal

 

Em cartaz no Museu da Língua Portuguesa (centro de São Paulo), a mostra homenageia o centenário de nascimento de Jorge Amado, é dividida em módulos e explora personagens, o lado político, a malandragem e traz depoimentos do autor baiano. O ingresso custa R$ 6,00.

 

A Poesia em Revista

Na quarta (25), às 19h30, o Centro Cultural São Paulo abriga debate sobre a edição de revistas literárias no país. Na mesma data, serão lançadas edições das revistas “Babel”, “Celuzlose” e “Musa Rara”.

 

Clube de Leitura – O Cheiro do Ralo

O livro O Cheiro do Ralo, do escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli, ganha discussão mediada pela atriz Lorena Lobato, que participou do filme homônimo dirigido por Heitor Dhalia. O evento acontece na quinta-feira (26), às 19h, no Sesc Carmo.

 

Clube de Prosa Cosac Naify: O Assassinato e Outras Histórias

Na quinta (26), às 19h30, a editora Cosac Naify promove a sétima edição do Clube de Prosa na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. O tema do encontro é o livro O Assassinato e outras Histórias, de Antón Tchekhov. Elena Vássina, professora de literatura russa da USP, conduz o bate-papo.

 

Mitologia Grega

Ajax Pérez Salvador e Wladia Beatriz Correia promovem leituras de textos mitológicos e traçam um paralelo entre a mitologia e a vida real, fixando nas imagens criadas pelos mitos e no que oferecem para a imaginação, a poesia e a fantasia. O evento acontece na quinta (26), às 15h, na Biblioteca Alceu Amoroso de Lima (zona oeste).

 

Com informações do Guia da Folha.


 

Read Full Post »

Read Full Post »

Muito provavelmente o principal nome da Literatura Marginal na atualidade, o paulistano Ferréz tem São Paulo como o seu principal cenário. A cidade também é sua musa inspiradora. Estreou na literatura em 1997 com Fortaleza da Desilusão, mas ganhou projeção com o seu segundo livro, o aclamado Capão Pecado, que o colocou na pauta de conversas e debates literários. Desde então, também publicou Manual prático do ódio, o livro infantil Amanhecer Esmeralda e Ninguém é inocente em São Paulo, de contos. Suas obras já foram traduzidas na Itália, Alemanha, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Além da Literatura, Ferréz ainda possui uma marca de roupas (a 1DASUL) e já fez trabalhos para o cinema e a televisão. Mas a sua carreira de escritor, claro, foi o assunto de nossa conversa.

Canto dos Livros: Constantemente você é definido como romancista, contista e poeta. Por qual desses meios você começou a escrever? Como derivou para os demais? Qual deles prefere? Por quê?

Ferréz: Comecei por contos, acho, pois fazia redações imensas, mas depois fui para a poesia. Meu primeiro livro Fortaleza da desilusão é de poesia, foi lançado em 97. Eu me considero romancista, gosto de histórias longas, mas também faço muitos contos.

CL: Na sua opinião, o que é a Literatura Marginal?

F: A literatura que representa até quem nunca vai lê-la, a voz dos sem voz.

CL: Como a literatura ajuda a “salvar” as pessoas da periferia?

F: No dia-a-dia, a literatura deixa você crítico, ajuda nas escolhas, na postura, melhora a estima, mostra como se impor na sociedade, ainda mais numa sociedade de fantoches.

CL: Muitas vezes quem é de algum movimento marginal e começa a fazer sucesso passa a ser visto como um traidor do movimento. Isso aconteceu ou acontece com você?

F: Ainda não, pois faço um trabalho de base forte, palestras em escolas públicas, ONGs, fundação casa, presídios e onde a literatura couber. Não falo para ricos nos eventos. Na verdade faço muitos eventos em comunidades, então quando pinta algo mais elitizado ninguém me enche o saco, pois me vêem em outras paradas.

CL: Como funciona essa espécie de mercado independente que há da Literatura Marginal?

F: Funciona com muita engenhosidade e com muita alegria, apesar do corre que é levar livro em mochila, ir de busão para evento e tal. Mas quando o livro vai para a mão de quem tem que ir, desde um sarau, onde você alcança o público direto, até show, onde o público é feito um a um na hora da saída. Quem tem força para esse trampo recebe muitos sorrisos e o melhor, lida com o seu público.

CL: Por que há tanta diferenciação da Literatura Marginal para a Literatura em si? Se a Literatura Marginal é Literatura ela realmente precisa vir acompanhada de Marginal? Isso não acaba gerando uma espécie de segregação do tipo “Literatura é para e feita por uma parte da população”, enquanto “Literatura Marginal é para e feita por outra parte”?

F: Não acho, essa literatura ai sempre teve outros nomes, mas a periferia nunca foi definida nem inserida nesses nomes, não somos a geração 90, nem os da praça tal, nem contemporâneos. Tem gente que fala que nem literatura somos. Então no meu caso isso serve para dizer que temos uma identidade e somos muitos, mas nome é nome, a forma é mais importante no final, se não tiver qualidade não é nada, então batemos na tecla de saber o que estamos fazendo, ter estilo e tal.

CL: Como você pensa a estrutura e a forma dos seus livros?

F: Primeiro me vem o título, ai faço um mini conto, como se fosse uma escaleta, e depois ele vai engordando, escrevo tão fragmentado que leva mais tempo montando o quebra cabeça que criando, cada papel na rua vira um trecho, um pensamento de personagem, uma ação. Na verdade, até hoje to tentando entender como escrevo, pois é confuso até pra mim.

CL: Qual a sensação de ver os seus livros sendo traduzidos para diversas outras línguas? A que você atribui esse interesse do público do exterior?

F: Acho bom. Pra mim foi vitória, pois diz muito que não importa minha história de vida, o que importa é o texto. Gringo não liga pra isso, liga pra qualidade das histórias, para a viagem que o livro proporciona. Ele não compra de emocionado, ele compra pelo conteúdo, e isso dá satisfação. Mas na verdade, tenho um sonho de alcançar mais meu país, que é muito grande e fica difícil a literatura chegar em vários lugares.

CL: Numa leitura de seus dois primeiros livros, Capão Pecado e Manual Prático do Ódio, é possível verificar uma sensível mudança estilística de um para outro. Arriscamos dizer que o 1º parece ter sido escrito sem grandes pretensões, para um público específico, enquanto no 2º, até catapultado pelo sucesso estrondoso do antecessor, tudo parece adquirir maior escala e maior esmero. O que acha disso?

F: Foi cobrança em cima de cobrança, então eu tinha que fazer algo mais trabalhado, até porque agora eu tinha leitores, coisa que antes não, e críticas também. Através dessas criticas eu procurei melhorar o trabalho, coisa que estou fazendo nesse novo romance, o terceiro que vou publicar, depois do Capão e do Manual ficou um buraco, que é esse livro novo que estou terminando.

CL: Há pouco tempo, aconteceu uma polêmica envolvendo Capão Pecado, do qual extraíram excertos para uso em sala de aula, e que foram criticados pelo conteúdo erótico. Como você reagiu a isso?

F: Na verdade eu não ligo, mas cada um pensa o que quer. Um país que mata criança por falta de hospital, que mata idoso por falta de acesso a remédio, vem com hipocrisia por palavrão. Um país que obriga os travestis a se prostituírem, pois não dá entrada no mercado de trabalho, vem criticar cena de sexo? Hipocrisia.

CL: Na esteira da pergunta anterior, você se sente amarrado a escrever livros e textos presos ao estilo e temática de Capão Pecado?

F: Não. Quem ler o Ninguém é inocente em São Paulo já vê alguns contos de ficção total, e fora do tema de periferia. Esse livro novo não tem nada de periferia, o tema eu já moro nele, não preciso carregá-lo.

CL: Usar uma variante liguística diferente da que é usada normalmente na literatura convencional já te trouxe algum problema? Como sua escrita é vista por acadêmicos e catedráticos? Ainda que eles não sejam seu público alvo, alguma vez isso te preocupou?

F: Trouxe vários, discussões com editores, que dizem que sou teimoso, que a linguagem que trago é difícil, mas pra quem é daqui não é difícil, então eu bato na tecla. Os estudiosos não me preocupam, eu respeito que eles estudem isso e tal, mas meu trabalho é escrever e não debater o que escrevo. Isso nunca me preocupou. A rua me preocupa.

CL: Você chegou a ser apelidado de “o romancista da traição”. Por quê? Como recebeu o apelido, acha que procede?

F: Recebi em várias palestras em faculdades, de professores de literatura. Segundo eles o tema traição é recorrente nas minhas obras, parei para pensar e comecei a notar que é verdade, desde letra de rap, como a Judas, que escrevi até o Capão, Manual, Ninguém, tudo tem traição. E no novo, por incrível que pareça, também, mas quem trai nesse novo é o tempo.

CL: Quais autores e obras você acha fundamentais para uma boa formação cultural?

F: Vixi, vou dizer o que serviu pra mim: Hermann Hesse, Bukowski, Fante, Tchekhov, Flaubert, João Antônio e Plínio Marcos.

CL: O que você acha da literatura feita no Brasil hoje? E no mundo? O que você destacaria como muito bom e como muito ruim?

F: É deselegante falar assim, quem é ruim ou bom, pois cada um tem um ponto de vista, e o que é ruim pra mim pode ser o início de leitura para alguém, mas não gosto dessa literatura metida à moderna, que você não consegue nem assistir a entrevista do cara de tão chata, pois o autor diz que sua obra é isso, que sua obra é aquilo e depois vai ler o texto e é ruim demais. Tem uns caras novos que tão escrevendo que parece tudo novela da Globo, só muda que fica mais floreado. Mas tem muita coisa boa, estou lendo muitos autores de Minas Gerais, inclusive mulheres, como a Cidinha da Silva, e estou apaixonado pelo estilo e verdade deles.

CL: Quando sai o seu próximo livro? O que podemos esperar dele?

F: Sai esse ano, chama-se Deus foi almoçar, um romance que escrevo há sete anos. É um romance psicológico, de um personagem de meia idade chamado Calixto, que enfrenta uma separação traumática e uma vida totalmente programada. E ele tenta sair disso.

Read Full Post »

Coordenada pelo Sistema Municipal de Bibliotecas, o principal objetivo da Feira de Troca de Livros e Gibis é oferecer ao público a oportunidade de renovar suas bibliotecas pessoais sem custo. A única recomendação é que os livros não sejam didáticos e estejam em bom estado.

Os freqüentadores terão à sua disposição mesas separadas da seguinte forma: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Nessa última, o leitor pode depositar um título e pegar outro que esteja disponível. A idéia é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os apreciadores de determinado gênero. As trocas podem ser realizadas também entre os próprios frequentadores. O evento é gratuito.

Confira abaixo o calendário com as feiras programadas para este ano:

27 de março – Parque Buenos Aires

Av. Angélica, alt. do nº 1500 – Higienópolis

10 de abril – Parque Lions Club Tucuruvi
Rua Alcindo Bueno de Assis, alt. do nº 500 – Tucuruvi

15 de maio – Parque Anhanguera
Av. Fortunata Tadiello Natucci, 1000 – Perus – KM 26 da Rodovia Anhanguera

19 de junho – Parque Lydia Natalízio Diogo
Rua João Pedro Lecor, s/nº – Vila Prudente

17 de julho – Parque Piqueri
Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé

28 de agosto – Parque do Carmo
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera

18 de setembro – Parque Independência
Rua dos Patriotas, alt. do nº 300 com Av. Nazareth, s/nº – Ipiranga

23 de outubro – Parque Jardim da Luz
Rua Ribeiro de Lima, 99 – Luz

27 de novembro – Parque Ibirapuera
Av. República do Líbano, 1151 – Portão 7 – Moema

11 de dezembro – Parque Raposo Tavares
Rua Telmo Coelho Filho, 200 – KM 15 da Rod. Raposo Tavares – Butantã

Mais informações, como a forma de chegar nos lugares, aqui.

Read Full Post »

Adoniran Barbosa é um patrimônio de São Paulo. Ninguém cantou a cidade como ele. Suas musicas retratam o povo paulistano, aquele que sofre no cotidiano da cidade, mas ainda assim prefere viver a apenas sobreviver. Os versos de músicas como Saudosa Maloca, Samba do Arnesto e Trem das Onze estão enraizados – e eternizados – na alma da metrópole. Por tudo que fez, o compositor merecia um reconhecimento muito maior do que tem, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil. Contudo, aos poucos seu nome está ganhando destaque no hall dos grandes sambistas brasileiros.

Escrita pelo jornalista Celso Campos Junior, Adoniran – uma biografia resgata com maestria a história desse paulista que nasceu em Valinhos mas viveu com intensidade ímpar na capital do Estado. A história revela um Adoniran multiartista, que atacou de ator de teatro, cinema, televisão, trabalhou em circo, amava fazer pequenas

bicicletas artesanais (aquelas de decoração, sabe?) e que insistiu muito para conseguir um espaço no mercado fonográfico. Além disso, a obra consegue mostrar a essência do homem, que se considerava um verdadeiro palhaço: engraçado por fora, mas triste por dentro. Apesar do tamanho do livro (são quase 700 páginas) assustar os desacostumados com tijolos de papel, ele é muito bem escrito e a leitura flui como um bom samba.

Apesar de ter sido garoto-propaganda da Antártica por muitos anos, acredito que Adoniran tomaria com gosto uma Paulistânia. O artista era cervejeiro dos bons, daqueles que não trocam um boteco por quase nada, e teria prazer em se embebedar (ou ficar alto, ao menos) com essa Premium American Lager carregada de malte e com o lúpulo bem suave .

Idealizada pela Bier & Wein Importadora e fabricada pela Casa Di Conti, a Paulistânia presta uma boa homenagem a São Paulo. Seus rótulos são ilustrados com imagens antigas da capital paulista. A maior parte destas fotos é da mesma época que Adoniran circulava pela cidade que amou e transformou em música.

Um brinde, Adoniran!

Read Full Post »

Visitei ontem, dia 14, a Bienal do Livro de São Paulo, que vai até dia 22 de agosto. Já estive em diversas feiras no Anhembi (como visitante e expositor) e posso afirmar, nunca vi aquele salão tão lotado. É uma pena que nem todas essas pessoas que passaram pelo evento realmente sejam leitoras. Segundo um dos responsáveis pelo estande da Objetiva, cerca de 30% dos frequentadores da feira não tem o costume de ler. Essa mesma pessoa ainda me disse que o retorno que a Bienal de São Paulo dá para a empresa é suficiente apenas para pagar as despesas com a feira, que é na Bienal do Rio de Janeiro que as vendas bombam e o lucro aparece.

Aliás, quem for na Bienal nos próximos dias deve visitar o estande da Objetiva. Todos os livros da editora (e de seus selos, como o Alfaguara) estão com, pelo menos, 25% de desconto. Sai de lá com O Verão do Chibo, de Vanessa Barbara e Emilio Fraia, Trilogia Suja em Havana, de Pedro Juan Gutierres, e O Safári da Estrela Negra, de Paul Theroux (estes dois últimos estavam com 50% de desconto). É uma pena que poucas são as empresas que seguem essa linha. Em muitas editoras, os livros estão sendo vendidos por preços maiores do que os praticados pelas livrarias, algo que eu não consigo entender.

Um dos grandes apelos da feira são as mesas que acontecem ao longo de todos os dias com diversos escritores (ou pessoas vinculadas com o universo literário) tratando dos mais variados temas. Minha vontade era assistir à conversa com Jostein Gaarder, porém, as senhas para ver o autor de O Mundo de Sofia estavam esgotadas muitas horas antes da palestra começar. O norueguês, provavelmente, só não contava com mais fãs do que o padre Marcelo Rossi, responsável por uma fila imensa, que durou mais de cinco horas, no estande da Globo Livros. Pessoas de todas as idades, mas a maioria já bem velhinhas, esperavam um longo tempo para conseguir um autógrafo do padre pop, que estava lançando seu mais novo livro (que eu não sei o nome e, caso você queira saber, procure no Google. Não vou dar mais ibope pro cara aqui!rs).

Enfim, como sempre, ir a Bienal é um passeio que vale muito para quem gosta de livros. É sempre uma oportunidade de conhecer novos autores e novos títulos, além de conseguir um desconto em algumas obras. As palestras também são convidativas e contam com uma grande variedade de temas abordados. Deixo abaixo algumas delas que me chamaram a atenção:

Dia 16:

13h – Poderes da fábula – John Boyne (autor de O menino do Pijama Listrado) e Jostein Gaarder (que, se você leu o texto, sabe quem é) conversam sobre a compreensão do mundo pela narrativa.

19h – O boom de livros sobre futebol: um fenômeno editorial – Sidney Garambone, Milton Leite, Marcelo Barreto e Artur Xexéo discutem a construção da memória do futebol brasileiro nos livros.

Dia 18:

13h – Pequenos leitores, grande literatura – o autor moçambicano Rogério Manjate fala sobre escrever para crianças.

Dia 20:

19h – Ficção, história e memória – mesa com Ruy Castro, Carlos Heitor Cony, Heloisa Seixas e Patrícia Melo.

Dia 21:

13h – O romance fora da página – Ana Maria Machado, Moacyr Scilar e Contardo Calligaris discutem sobre a subjetividade de escritores e leitores.

19 – Lusotropicalismo – o angolano José Eduardo agualusa e o moçambicano Mia Couto  falam sobre histórias da lingua portuguesa.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: