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Por João Dutra

WhatsappNos últimos anos, novas tecnologias têm mudado de maneira evidente a forma como nos comunicamos.

Aqui no Canto, já discutimos como o Twitter pauta seus usuários a escreverem usando métricas e regras de etiqueta, comparáveis aos poetas clássicos, que adotavam diretrizes específicas em sua produção literária.

Também não é difícil constatar que o aumento do uso do Facebook parece ter aumentado proporcionalmente o uso de termos como “curtir”, “compartilhar” e “postar” em nosso dia-a-dia no mundo real.

Outro fenômeno, ao qual quero dar destaque hoje, é o das abreviações que foram inventadas, por assim dizer, na comunicação online. Em inglês, essas abreviações recebem o nome de “texting”, por conta da origem nas mensagens de texto, ou “text messages”.

Quem nunca usou o “pq” quando deveria usar “por que” ou “vc” ao invés de “você” ao conversar com um amigo na internet? Trata-se de um novo vocabulário global, criado e dominado pelos adolescentes, os principais adotantes dos meios digitais.

Vítima de muitas críticas, essa linguagem tem se intensificado com a popularização de aplicativos como o WhatsApp. Há quem diga que temos nos tornado preguiçosos economizando vogais ou mesmo perdendo o apreço pela escrita formal.

A despeito das acusações, o professor John McWhorter, Ph.D. em linguística pela Universidade de Stanford, faz uma defesa primorosa dessa nova forma de diálogo, em sua palestra intitulada espirituosamente de “Txtng is killing language. JK!!!”.

No discurso, John aponta que o novo vocabulário surgiu da necessidade de agilidade na comunicação escrita, disseminada inicialmente com as mensagens de texto via SMS. Sua massificação fez emergirem as críticas daqueles que o consideravam uma morte gradual da linguagem.

A partir daí, ele retoma diversos momentos históricos, em que o discurso falado considerado culto era aquele próximo dos discursos políticos feitos para grandes massas, repletos de termos pouco compreensíveis ao grande público, mas que atribuíam poder de persuasão e certo status superior aos que falavam.

Explica-se que, nos últimos anos, houve uma milagrosa inversão: ao invés de buscarmos falar como se escreve, passamos a escrever como se fala. As abreviações do texting têm aí seu valor: a busca pela comunicação eficaz. Num mundo que exige agilidade, os comunicadores se adaptaram e criaram uma nova linguagem.

Nesse sentido, os adolescentes, líderes na elaboração desse novo conteúdo não deveriam ser repreendidos, mas compreendidos. E, na minha opinião, exaltados, como autores de um mecanismo que facilita a comunicação.

Ainda que haja uma série de críticas necessárias a essa forma de escrita – e há realmente muitas, é preciso ressaltar –, isso não deixa de ser uma inovação. Como diz o próprio linguista, uma novidade que impressiona.

Então, da próxima vez que receber uma notificação com uma mensagem via WhatsApp perguntando “Td bem com vc?”, saiba que está vivenciando uma inovação sem precedentes. Um milagre da comunicação humana. Amém!

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O espaço destinado à Literatura na imprensa, de uma forma geral, é ridículo, quase inexistente. Porém, há duas boas opções, uma do rádio e outra da televisão, que também podem ser acompanhadas pela Internet.

Uma delas é a coluna Devaneios, da BandNews FM, uma espécie de pílula diária de Literatura, onde o artista Juca de Oliveira narra uma passagem de alguma obra. O link com as “intervenções literárias” na programação da rádio está aqui.

A outra é o Espaço Aberto Literatura, programa da Globo News. Nele, cada episódio – com cerca de 20 minutos – aborda um tema do universo literário. Vale assistir principalmente os apresentados pelo excelente Ednei Silvestre, autor de Se eu fechar os olhos agora, que levou o Jabuti de melhor romance em 2010 e Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Estreante. O site do programa pode ser acessado clicando acá.

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